Varejo teve queda nos programas de Fidelização em 2020, aponta órgão

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

Os programas de fidelização, bastante conhecidos no setor aéreo e em outros dos varejo, sofreu em 2020.

De acordo com  a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF), houve uma retração de 29,9% nos programas de fidelidade no comparativo de 2020 com 2019.

Isso representou, em receita, uma movimentação de R$ 5,3 bilhões, com 236,7 bilhões de milhas/pontos sendo emitidos.

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O recuo em milhas foi ainda maior, de 34,4%, com o total de 2020 chegando a 173,9 bilhões de pontos resgatados, 34,4% a menos do que no ano anterior.

Fidelização no varejo cresceu no último trimestre

Apesar dos números ruins, o cenário melhorou um pouco no quarto e último trimestre.

Entre outubro, novembro e dezembro, o número de pontos/milhas emitidos alcançou 68 bilhões, um avanço de 23,2% em relação ao período imediatamente anterior.

O aumento se repetiu no cenário de pontos/milhas resgatados, em que houve um aumento de 26,2%, subindo para 52,3 bilhões.

O número também foi positivo no que tange novas inscrições em programas de fidelidade no período.

Houve 161,6 milhões de cadastros nos programas de fidelidade, aumento de 6,1% sobre o terceiro trimestre

“Os indicadores positivos no último trimestre do ano demonstram a capacidade de adaptação dos programas às mudanças de realidade do mercado e às diferentes demandas dos participantes. Isso só foi possível devido ao grande investimento das empresas do setor na diversificação de atuação, algo essencial em momentos de crise, bem como em tecnologias que permitem uma maior personalização e flexibilização das ofertas”, disse em nota o presidente da ABEMF, João Pedro Paro Neto.

A entidade apontou ainda que os resgates de produtos no varejo chegaram a 100% do total no momento mais crítico do isolamento social, mas caíram para 33% no quarto trimestre do ano.

O cenário de pontos/milhas emitidos foi quase todo oriundo do varejo (cerca de 95%) no trimestre que envolveu os meses de outubro a dezembro do ano passado. O percentual restante veio de passagens aéreas.