Varejo tem crescimento real de 5,2% em fevereiro, aponta Cielo (CIEL3)

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Money Report

Ainda sem refletir o maior impacto econômico do coronavírus, no mês de fevereiro o varejo brasileiro apresentou crescimento real (já descontada a inflação) de 5,2%, em comparação a igual período de 2018.

É o que aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que em termos nominais (sem descontar a inflação) apresentou avanço de 9,1%.

Por ser bissexto, este ano houve um sábado a mais no mês passado, o que contribuiu para o melhor resultado apurado pelo comércio.

Em comunicado ao mercado, divulgado nesta segunda-feira (16), a Cielo (CIEL3) esclarece que o resultado de fevereiro só não foi melhor em razão do Carnaval – quando as vendas desaceleram.

varejistas e varejo

Ritmo superior

Apesar do feriado, fevereiro apresentou ritmo de crescimento superior ao verificado nos meses anteriores, conforme o diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto.

Entre os setores com melhor desempenho, ele indica os supermercados/hipermercados, móveis, eletrodomésticos, lojas de departamento, drogarias e farmácias.

Pandemia sem efeito

Ainda sobre a pandemia, Mariotto explicou que esta não chegou a influenciar o resultado, pois os primeiros casos só surgiram no final do mês de fevereiro.

Mediante a ponderação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – calculado pelo IBGE – pelos setores e pesos do ICVA, no mês passado, a inflação do varejo ampliado, medida pela Cielo, ficou em 3,7%, bem acima dos 2,6% registrados em janeiro deste ano.

O maior destaque para essa aceleração do índice de inflação em fevereiro, pontua a Cielo, veio dos grupos de Cosméticos e Higiene Pessoal e os Supermercados e Hipermercados. Em contrapartida, o grupo de Turismo e Transporte teve efeito contrário sobre o índice.

ICVA

O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) acompanha a evolução mensal de 18 segmentos mapeados pela Cielo, abrangendo de pequenos lojistas a grandes varejistas, que correspondem a 1,5 milhão de varejistas credenciados.

Para a obtenção do índice, a unidade de Inteligência da Cielo desenvolveu modelos matemáticos e estatísticos, tendo em vista ‘isolar’ os efeitos da competitividade do mercado de credenciamento (variação de market share) e os da substituição de cheque e dinheiro no consumo.

Com base nessa metodologia, o indicador reflete, não somente a atividade comercial inerente ao movimento com cartões, mas também a “real dinâmica de consumo no ponto de venda.”