Varejo brasileiro subiu 0,6% em novembro, graças à Black Friday

Fernando Augusto Lopes
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Foto: Imagem/reprodução/plazzashopping

As ações promocionais da Black Friday garantiram ao varejo brasileiro um mês de novembro com aumento de 0,6% na vendas, na comparação com outubro. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa qurta-feira (15).

É o patamar mais elevado desde dezembro de 2016 e o sétimo mês seguido com vendas positivas em 2019, acumulando alta de 3,3% nesse período. Na comparação com o mesmo mês em 2018, a alta foi de 2,9%.

O último mês em que houve retração foi abril de 2019, com menos 0,3%. A pior taxa registrada desde janeiro de 2018, foi dezembro daquele ano, com queda de 2,1% com relação ao mês anterior.

Segundo a gerente de pesquisa, Isabella Nunes, os dados mostram “que o setor vem mantendo a recuperação”.

Entretanto, os dados frustraram as estimativas do mercado. Economistas ouvidos pela agência Bloomberg projetavam crescimento de 1,1% ante outubro e de 3,9% na comparação com novembro de 2018.

Números por atividade

Os maiores crescimentos vieram de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com alta de 4,1%; seguido das vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 2,8%; artigos de uso pessoal e doméstico, com acréscimo de 1%; e móveis e eletrodomésticos, cujas vendas cresceram 0,5%, comparadas ao mês anterior.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ficou estável.

Na outra ponta, o setor de livros, jornais, revistas e papelaria teve uma queda acentuada, de 4,7%; seguido por combustíveis e lubrificantes, com 0,3%; e por tecidos, vestuário e calçados, com 0,2%. Nem a Black Friday conseguiu salvar esses setores.

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Por região

O comércio pode comemorar o crescimento em 22 das 27 unidades da federação. A região Norte, com Roraima (9,3%), Rondônia (8,5%) e Acre (6,7%), foi a que mais pôde comemorar o mês. Apesar disso, o Amapá, na mesma região, ficou com decréscimo de 0,7%, a maior queda, empatada com o Rio Grande do Norte.

Perda de ritmo

Apesar do cenário ser positivo, o IBGE aponta que o indicador dos últimos 12 meses decaiu, comparativamente, de 1,8% para 1,6%, sinalizando perda de ritmo. No comércio varejista ampliado, que vinha de oito meses de crescimento, o volume de vendas recuou 0,5% em novembro na comparação com o mês anterior.

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