Varejo: apesar de recuo, perspectiva é positiva para próximos meses

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação/Agência Brasil

As vendas no varejo, apesar de terem vindo abaixo do esperado em junho, tem boas perspectivas para os próximos meses. Isto graças ao avanço da vacinação contra a Covid-19 e à recuperação da economia e dos empregos.

O volume de vendas no varejo recuou 1,7% em junho ante maio, resultado pior do que a projeção de alta de 0,7%. A queda acontece após dois meses consecutivos de crescimento.

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Esta foi a maior retração do setor no ano e a segunda maior para um mês de junho da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2000.

Para o BTG Pactual (BPAC11), os dados abaixo das expectativas são advindos de fortes revisões nos resultados do mês de maio e abril. Este fator fez com que este bimestre fique, frente ao apresentado anteriormente, 1% abaixo em varejo restrito e 1,9% abaixo no varejo ampliado.

Bernardo Mota, economista chefe da EQI Asset, pontuou que mesmo diante da surpresa negativa, as vendas no varejo permanecem acima dos níveis de fevereiro de 2020.

Varejo: dificuldades no setor de automóveis prejudicam resultado ampliado

O relatório do banco informou ainda que as dificuldades encontradas pelo setor automobilístico impactaram de forma negativa o varejo ampliado. Isto porque o segmento tem sofrido com a falta de insumos essenciais para o processo produtivo. O que, por sua vez, afetou as vendas de automóveis.

Já no varejo restrito, cinco das oito atividades apresentaram queda, com destaque para o segmento de Tecidos, Vestuário e Calçados, recuando 3,6%, após avançar 10,2% em abril.

Para o BTG, isto é reflexo de uma base de comparação mais forte advinda da reabertura da economia. Apesar das flexibilizações do isolamento social, o varejo recuou em junho, o que pode refletir o alto desemprego e a renda das famílias abaixo do potencial.

Próximos meses com perspectivas positivas

No entanto, os próximos meses guardam perspectivas positivas para o segmento. Os principais fatores que ajudam são a prorrogação das parcelas do Auxílio Emergencial até outubro e o avanço da vacinação.

O avanço da imunização permite, de acordo com o banco, uma reabertura mais consistente da economia ainda em agosto. Seguida por uma esperada recuperação da massa salarial a partir da criação de empregos.

Porém, o varejo Ampliado deve seguir apresentando maiores dificuldades até que as dificuldades na cadeia automobilística sejam resolvidas.

O economista chefe da EQI Asset disse que é esperada uma expansão das vendas no varejo no mês de julho. Por isso, ele ressalta a leitura da confiança do comércio. Esta voltou a acelerar e atingiu o nível mais alto desde janeiro de 2019.

Acrescentou ainda que é esperado também melhores os resultados sobre o mercado de trabalho.

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