Varejistas da China encaram dura realidade em meio à pandemia

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Wikipedia

Os shoppings e lojas da China reabriram rapidamente, à medida que o governo promoveu um retorno aos negócios, no intuito de testar o comportamento dos consumidores quanto à nova demanda de compras.

O tráfego de clientes é “menos da metade dos níveis usuais”, disse um trabalhador do Walmart em entrevista ao site Asian Review

Apesar de não faltarem suprimentos, poucos compradores passaram pelos corredores durante o horário de maior movimento, pela tarde. Além disso, mesmo com o serviço de entrega on-line, “as vendas não estão crescendo”, disse a fonte.

Nas últimas semanas, o governo chinês destacou uma rápida recuperação da atividade comercial. Com isso houve um forte movimento para reabertura de Shopping centers e restaurantes sobretudo aqueles localizados em Xangai, na província costeira do sul de Guangdong e na província interior de Sichuan.

Segundo o Ministério do Comércio da China, cerca de 80% dos restaurantes e 90% das instalações comerciais retomaram os negócios no país.

Entretanto, segundo a reportagem do Asian Review, muitas pessoas perderam o emprego ou temem demissões no curto prazo e por esse motivo têm evitado o consumo de bens não essenciais.

Nesse contexto, boa parte dos grandes shoppings registraram quedas nas vendas de até 70% no primeiro trimestre de 2020. Enquanto isso, aproximadamente a mesma porcentagem de varejistas on-line vê as vendas mantendo-se estáveis ​​ou crescendo.

As compras on-line ganharam grande aceitação da população chinesa após a epidemia de SARS, no início dos anos 2000.

Potências de comércio eletrônico como Alibaba Group Holding e Tencent Holdings cresceram rapidamente, adquirindo supermercados e lojas de departamento.

A Alibaba planeja dobrar sua rede de supermercados offline Hema e abrir 200 lojas este ano. Já a gigante do fornecimento de alimentos Meituan Dianping decidiu no mês passado investir em um atacadista de alimentos frescos.