Vale (VALE3) aprova prorrogação antecipada de concessões ferroviárias

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Vale fecha joint venture

O conselho de administração da Vale (VALE3) aprovou a prorrogação antecipada dos contratos de concessões ferroviárias da Estrada de Ferro Carajás e Estrada de Ferro Vitória a Minas, por trinta anos, a partir do vencimento dos contratos, em 2027. Assim, o novo término de vigência contratual passa a ser 2057.

Com a decisão, a Vale assumirá compromissos totais estimados em R$ 24,7 bilhões a serem executados até 2057.

Desse total, R$ 11,8 bilhões vão para pagamento de outorga, segundo as condições negociadas com o Ministério de Infraestrutura e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sendo R$ 79 milhões por trimestre entre 2021 e 2057.

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Outros R$ 9 bilhões serão contrapartidas para a implantação da infraestrutura e superestrutura ferroviária do trecho da FICO (EF-354), compreendido entre os municípios de Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), com cerca de 383 km de extensão, estimado pela Vale em R$ 8,7 bilhões, com prazo de execução de 6 anos, e com início previsto em 2021.

Além disso, serão ainda adquiridos e entregues para o trecho II da obra da FIOL, no estado da Bahia, trilhos e dormentes no valor total está estimado em R$ 300 milhões.

Os R$ 3,9 bilhões serão destinados a demais compromissos, dentre eles a ampliação do serviço de trem de passageiros e obras para a redução de conflitos urbanos.

A Vale informou ainda que a ANTT também avaliará a construção de um ramal ferroviário, como extensão da EFVM, com cerca de 82 km, de Santa Leopoldina à Anchieta (Ramal Anchieta), no litoral do Espírito Santo, sendo que parte destes desembolsos podem ser deduzidos do custo total da outorga.

Longo prazo

Os aportes para as prorrogações antecipadas de concessões ferroviárias, de acordo com a companhia, já vinham sendo considerados no planejamento de longo prazo. A empresa reconhecerá, no balanço patrimonial do respectivo trimestre da assinatura dos termos aditivos, a valor presente, ativos intangíveis relativos à totalidade dos compromissos com outorga, contrapartidas FICO e FIOL, dentre outros custos. Os compromissos não impactarão o Ebitda, e menos de 5% serão contabilizados como Capex. Porém, a amortização dos ativos intangíveis é redutora do lucro líquido.

A Vale argumenta que as prorrogações antecipadas de suas concessões são vantajosas para a sociedade e benéficas para a empresa, considerando que “a decisão de investimento é pautada por uma visão de longo prazo”. A garantia da manutenção do modelo logístico integrado e da capacidade de escoamento ferroviária são fundamentais para a tomada decisão de investimentos da empresa e sua continuidade operacional, diz ainda o comunicado.

“As prorrogações antecipadas retiram uma grande incerteza sobre a perenidade de parte relevante de nossa cadeia de logística integrada. A EFC e a EFVM foram pioneiras na implementação do nosso modelo de gestão (VPS –Vale Production System) e onde investimos R$ 35,7 bilhões entre 2006 e 2019, o que as colocaram no rol das ferrovias mais seguras do mundo. Continuaremos a investir para manutenção e expansão desses ativos”, disse Eduardo Bartolomeo, diretor-presidente da Vale.

 

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