Vale (VALE3) paga remuneração semestral de debêntures participativas

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Vale/Agência Brasil

A Vale (VALE3) informou, nesta quinta (24), que realizará pagamento de remuneração das debêntures participativas na próxima quarta (30).

O valor bruto será de R$ 1,2712 por debênture, no total de R$ 493,9 milhões, aos detentores de debêntures com posição em custódia na B3 (B3SA3) e/ou Bradesco (BBDC4), no fechamento do dia 29 de setembro.

“Esse valor contempla os seguintes pagamentos: prêmio do produto cobre, R$ 14.237.840,58, e prêmio do produto minério de ferro, R$ 479.706.751,83”, detalhou a Vale.

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A liquidação financeira ocorrerá em 1º de outubro de 2020, por meio da B3 para as debêntures custodiadas na bolsa e pelo Bradesco para os títulos registrados no banco.

“Há incidência de imposto de renda na fonte referente a investimentos financeiros de renda fixa, sobre o montante a ser pago aos debenturistas”, lembra o comunicado da Vale.

Proventos

No último dia 10, o conselho de administração da Vale (VALE3) aprovou pagamento de proventos aos acionistas.

Assim sendo, o montante bruto da remuneração será de de R$ 2,4075 por ação, sendo R$ 1,4102 em forma de dividendos e R$ 0,9973 por ação na forma de juros sobre o capital próprio (JCP).

Segundo o comunicado, o pagamento da remuneração ocorrerá em 30 de setembro de 2020.

No dia seguinte, as ações da Vale (VALE) registraram, no início do pregão, valorização de 5,14%, a R$ 61,54. O papel estava entre as maiores altas da bolsa.

Ao final do dia, a Vale (VALE3) confirmou a maior alta Ibovespa, com 6,05% para R$ 62,07.

Segundo o comunicado, o repasse ocorrerá em 30 de setembro. A ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 22 de setembro.

Vale: recomendações

Na avaliação da Mirae Asset, a notícia já era esperada pelo mercado e representa um dividend yield de 4%. A casa diz esperar proventos ainda mais fortes no segundo semestre.

Entre os motivos está a redução da dívida que a empresa vem registrando, simultaneamente à forte geração de caixa. Some-se a isso a alta nos preços do minério de ferro e a valorização do dólar.

A recomendação da Mirae é de compra para a ação, com preço justo de R$ 77,22.

A avaliação é compartilhada pelo Credit Suisse, que diz esperar mais dividendos extraordinários nos próximos meses.

Em relatório, destacado pelo BDM Online, a instituição acrescenta que o papel está sendo negociado com desconto e reafirma que a recomendação de compra para as ADRs, com preço-alvo de R$ 16.

Para a Guide Investimentos, a notícia gera um certo otimismo de mercado, e reforça o movimento de busca do investidor por maiores rendimentos em um cenário de taxa de juros em mínima histórica. “A expectativa para 2021 já é bastante positiva”, diz o informe da instituição.

Vale: retomada

Já o Itaú BBA diz, em relatório mencionado também pelo BDM Online, que o pagamento de dividendos extraordinários de R$ 1 bilhão é “uma grande surpresa”. Para o banco, isso demonstra a confiança da empresa em relação aos trabalhos e indenizações relacionados ao desastre de Brumadinho despendidos até agora.

A Vale anunciou a retomada de pagamento de dividendos em julho, após ficar quase dois anos sem repasses, em razão do acidente de Brumadinho.

O anúncio foi feito na divulgação dos resultados do segundo trimestre, quando a empresa registrou um lucro líquido de R$ 5,28 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 384 milhões do mesmo período do ano passado.

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