Vale (VALE3) investirá até US$ 156 mi em operação portuária na China

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores
1

Crédito: Vale fecha joint venture

A Vale (VALE3), por meio da subsidiária Vale International, irá formar joint venture com a Ningbo Zhoushan Port, subsidiária do Zhejiang Provincial Seaport Investment & Operation Group, na China.

A joint venture irá construir, possuir e operar o Projeto West III no Porto de Shulanghu, na cidade de Zhoushan, na província chinesa de Zhejiang.

A Vale deterá 50% da JV e ambas as partes pretendem obter empréstimos de terceiros de até 65%, mas não menos que 50% do investimento total. Desta forma, a contribuição de capital da Vale para o projeto variará entre US$ 109 milhões e US$ 156 milhões, aproximadamente.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões do mercado de Investimentos.

Não perca!

O Projeto West III consiste na expansão das instalações do Porto de Shulanghu, desenvolvendo um pátio de estocagem e berços de carregamento com capacidade adicional de 20 Mtpa.

Com isso, a Vale garantirá uma capacidade portuária total de 40Mtpa em Shulanghu, o que ajudará a otimizar custos em sua cadeia de valor, segundo comunicado.

Segundo a companhia, o projeto tem investimentos com valor plurianual total de RMB 4,3 bilhões (aproximadamente US$ 624 milhões) e inclui a aquisição de direitos de propriedade e o desenvolvimento da capacidade portuária de 20 Mtpa, incluindo a construção de um novo pátio de estocagem e dois berços de carregamento, sujeitos a aprovações regulatórias.

A construção do projeto, que deve durar até três anos, terá início após ambas as partes obterem as aprovações antitruste e outras aprovações regulatórias na China.

Blendagem da Vale

O Porto de Shulanghu é um dos 17 portos da China que onde é produzido o Brazilian Blend Fines (BRBF), lançado em 2015. O produto é resultante da mistura de finos de minério de ferro de Carajás, no Sistema Norte, com finos de minério de ferro dos Sistemas Sul e Sudeste, que se complementam em termos de características físicas, químicas e metalúrgicas.

Sua produção na China e na Malásia, reduz o tempo necessário para atendimento dos mercados asiáticos e aumenta a capilaridade de distribuição ao permitir o uso de embarcações menores.

A estratégia de blendagem também permite planos de mineração mais eficientes e aumenta o uso de métodos de processamento a seco, que por sua vez reduzem investimentos, estendem a vida útil das minas e reduzem o uso de água nas operações.

Tá, e aí?

Para Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, a notícia é positiva para a empresa.

“Considerando que 2/3 das vendas de minério de ferro e pelotas são destinadas à China, é vital para Vale dotar de poderosas ferramentas de gestão, como o controle de portos”, afirmou.

Segundo ele, o valor do investimento é considerável, mas cabe dentro da atual projeção de fluxo de caixa livre para a empresa.

“Ademais, por possuírem poder de barganha, chineses optam por embarcar na modalidade CFR, onde os custos de frete ficam a cargo de Vale até o produto chegar ao seu destino. Por mais que o investimento não altere a dinâmica quanto a modalidade de exportação, confere a empresa maior poder sobre suas margens.”

Veja mais:

Vale (VALE3) está subvalorizada “em todas as métricas”, segundo o BTG