Vale (VALE3) deverá pagar R$ 54 bi em indenizações, diz relator

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Vale/Agência Brasil

O relator da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha a negociação entre a Vale (VALE3) e o governo mineiro para pagamento de indenizações às vítimas da tragédia de Brumadinho, deputado Rogério Correia (PT-MG), disse que está preocupado com a falta de transparência no acordo, pela exclusão dos atingidos e pelas tentativas da Vale em diminuir a indenização, conforme informou a Agência Câmara de Notícias.

Rogério Correia destacou que a Vale chegou a fazer uma contraproposta de R$ 16 bilhões –  valor bem abaixo dos R$ 54 bilhões estabelecido pelo Ministério Público, a Defensoria Pública e o governo do estado de Minas Gerais.

“O governo de Minas apresentou uma conta de R$ 26 bilhões que seria o ressarcimento material para recuperação do rio, e também para aquilo que o governo gastou a mais, e o MP avaliou um ressarcimento moral e para as pessoas atingidas de maneira geral um ressarcimento de R$ 28 bilhões. O total seria de R$ 54 bilhões. Este valor foi apresentado à Vale e transformado em ação judicial”, disse.

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“É um absurdo uma empresa como a Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, que foi privatizada com uma mamata, por R$ 3,8 bilhões, e entregaram de graça para esses acionistas que recebem bilhões de lucro todo ano. Uma empresa como a Vale que ganhou de graça uma empresa estatal poderosa e ficar pechinchando depois de dois crimes que cometeu, a Justiça devia ser célere nisso”, observou o relator.

Histórico

No dia 25 de janeiro do ano passado, uma barragem de mineração da Vale em Brumadinho (MG) se rompeu deixando mais de 270 mortos. A lama de rejeitos de minério de ferro atingiu parte do centro administrativo da empresa, a comunidade Córrego do Feijão e o rio Paraopeba, afluente do São Francisco.

O deputado Rogério Correia destaca que, de acordo com a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou na Câmara a tragédia, o caso se tratou de um crime, e não um acidente, já que tanto a Vale quanto a empresa responsável pela fiscalização da área tinham pleno conhecimento dos riscos da barragem.

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