Vale (VALE3) deve seguir beneficiada por dinâmica global de aço, diz Eleven

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

Conforme relatório divulgado pela Eleven, a Vale (VALE3) deve continuar a se beneficiar pela dinâmica global do aço ao mesmo tempo em que aumenta sua capacidade.

Isso porque a produção de aço pela China continua aumentando e não há restrições de produção da commodity no país.

A exceção fica por conta da província chinesa de Tangshan, que em meio a medidas anti-poluição busca uma retomada na demanda pela matéria-prima.

A produção de minério de ferro da Vale atingiu 68 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2021, alta de 14,2% em relação ao igual período do ano passado.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior houve queda de 19,5% no volume produzido pela mineradora, diferença comum por questão sazonal.

BTG reitera recomendação de compra para Vale

Em relatório, assinado pelos analistas Leonardo Correa e Caio Greiner, o BTG escreveu que “a Vale (VALE3) teve sucesso em abordar as principais preocupações dos acionistas no ano passado”.

Na frente operacional, a gestão tem proporcionado estabilidade operacional e crescimento recentemente, e está a caminho de cumprir sua orientação de 315-335Mt em 2021.

De acordo com o BTG, os dividendos estão bem encaminhados e vemos retornos de caixa relevantes para 2021 (13-15% produção).

No ESG, a gestão continua gradualmente preenchendo a lacuna e está procurando tornar-se referência no setor nos próximos anos.

Segundo estimativas do Banco, a Vale está sendo negociada em níveis subavaliados de 3,0x EV / EBITDA 21 (desconto excessivo para pares de 30-35% vs. níveis justos de 15-20%).

O BTG disse ainda que a Vale tem tendência de alta no longo e médio prazo. “No curto prazo, passou por uma correção e deixou um sinal de fundo, volume comprador aumentou”.

Assim, o BTG acredita na renovação do topo histórico e sequência com novas altas com próximo alvo na região dos R$111,00 e depois em R$ 119,40.