Vale (VALE3): BNDES zera ações da mineradora com venda de R$ 11,2 bi

Paulo Amaral
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não tem mais qualquer ação da Vale (VALE3). A instituição financeira recebeu R$ 11,2 bilhões em suas vendas na bolsa em 2021.

No total, desde agosto, o BNDES já se desfez de R$ 24 bilhões da mineradora, principalmente após o fim do acordo de acionistas da Vale, encerrado em novembro do ano passado.

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“A venda de Vale foi basicamente encerrar um processo de privatização que começou há 23 anos”, disse o diretor de privatizações do banco de fomento, Leonardo Cabral, ao Estadão Conteúdo.

A única ligação do BNDES com a Vale agora é por conta dos títulos que foram originados com a privatização, realizada em 1997.

O BNDES tem R$ 6 bilhões dessas debêntures participativas nos direitos minerais da empresa, mas a venda dos títulos deve ocorrer ainda no primeiro semestre, segundo Leonardo Cabral.

“É a primeira oferta de um ativo desse tipo no Brasil”, explicou o executivo.

Vale lembrar que o governo federal ainda tem participação indireta na Vale, por meio dos fundos de pensão Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobras) e Funcef (da Caixa Econômica Federal).

Vale encheu cofres do BNDES

O BNDES aproveitou a alta no preço do minério de ferro e de outras commodities para vender as ações da Vale com um preço considerado excelente.

Atualmente, a mineradora é a empresa mais valiosa da Bolsa brasileira,  e está avaliada em mais de R$ 500 bilhões.

Após a despedida do banco público,  Somente a Previ tem uma fatia de um pouco mais de 10% da mineradora – as outras duas fundações têm participações bem menores.

Outras ações vendidas

O BNDES tem feito um movimento de desenvestimento e já reduziu em R$ 65 bilhões a carteira das chamadas “campeãs nacionais”.

Além da Vale, o órgão se desfez de ações sem direito a voto (ordinárias) na Petrobras (PETR3 PETR4), a participação na Marfrig (MRFG3), na Suzano (SUZB3), na AES Tietê (TIET11) e metade da fatia que tinha na Klabin (KLBN11).

A Eletrobras (ELET6), outro ativo na carteira, e que está em vias de ser privatizada, não deve ser vendida no momento.

“Está fora do radar do BNDES, mas não do governo, iremos aguardar as diretrizes”, comentou.

O diretor de participações, mercado de capitais e crédito indireto do banco de fomento, Bruno Laskowsky, explicou que o banco está fazendo uma espécie de “reciclagem” na carteira, e que a prioridade passará a ser com foco em empresas menores, cadeias de inovação e startups.

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