Vale (VALE): BNDES deve concluir desinvestimento ainda este ano

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: BNDES

O braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), BNDESPar, deve concluir o processo desinvestimento na Vale (VALE3) ainda este ano, conforme informou o jornal Estadão.

Isso porque o BNDES realizará a venda de suas debêntures participativas.

Para isso, o banco de fomento listará suas debêntures em bolsa, como se fossem ações.

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Dessa forma, será executada uma oferta pública, parecido com um follow on de ações. O procedimento é aguardado para ser realizado ainda em 2020.

No dia 28 de agosto, o Banco Bradesco BBI foi contratado como coordenador líder nos trabalhos de potencial oferta pública secundária de até 214.329.063 debêntures participativas de emissão da Vale.

Desse montante, 141.727.784 são detidas pela União, e o restante detido pelo BNDES e pela BNDESPar, conforme consta no comunicado.

Formarão também o consórcio de coordenação os banco Citibank, JP Morgan e Itaú BBA.

A BNDESPar ressaltou, no entanto, que a realização da potencial transação ainda se encontra em estudos e depende de deliberações dos órgãos societários do BNDES e da BNDESPAR, assim como das condições de mercado existentes no momento do lançamento.

De acordo com reportagem da revista Veja, as debêntures que o BNDES possuem da Vela tem um valor esperado de R$ 2,5 bilhões.

Neste ano, o BNDES já realizou um leilão bilionário em bolsa (block trade) de ações da Vale, no valor de R$ 7,2 bilhões.

Para o próximo mês, o banco poderá ainda vender o restante de suas ações na Vale, já que elas serão liberadas após o fim do acordo de acionistas da mineradora, o que ocorre no dia 9 de novembro.

Isso marcará a saída quase que integral do governo do capital da mineradora, privatizada em 1997 no governo de Fernando Henrique Cardoso.

A Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil (BBAS3), ainda tem participação, mas também deverá vender sua fatia.