Vale (VALE3) deve celebrar acordo com governo de Minas por Brumadinho

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

O governo mineiro deve fechar nas próximas semanas um trato com a Vale (VALE3). O acordo estabelece que o Estado seja indenizado pelos danos causados pela tragédia de Brumadinho, conforme informou a reportagem do Valor Econômico.

Segundo a equipe do governador Romeu Zema, o trato deve ter um impacto anticíclico na economia do Estado em um momento de contração econômica provocada pelo coronavírus.

“Neste momento, estamos na reta final para celebrarmos esse acordo com a Vale que, com toda a certeza, vai ser o maior acordo de indenização já feito no Brasil”, disse nesta terça-feira (7), Romeu Zema (Novo) durante entrevista promovida pelo banco BTG Pactual e transmitida pelo YouTube.

De acordo com o governador, Minas Gerais precisa ser indenizada porque a tragédia de Brumadinho, impactou fortemente a atividade mineradora e a economia do Estado.

Acordo prevê realização de obras ao invés de dinheiro

“A gente não queria que entrasse dinheiro no caixa do Estado porque com essa situação deficitária, se entrar dinheiro aqui esse dinheiro vai ser usado para pagar dívida e pagar funcionário”, informou o secretário de Planejamento de Minas, Otto Levy.

Segundo reportagem do Valor, Minas Gerais tem orçamentos deficitários desde 2015, em 2020 o deficit aos R$ 20 bilhões, em função da perda de arrecadação prevista por causa da pandemia.

Sendo assim, o governo elaborou uma lista de 164 projetos que entraram nas negociações com a Vale.

“Eu te diria que em questão de mais um mês a gente vai terminar a negociação desses 164 projetos”, afirmou.

O governo mineiro não entrou em detalhes sobre os projetos. Levy somente afirmou que são de infraestrutura, saúde e educação.

“Dos 164 projetos, a gente já tem aprovados, negociados, 149. Estamos discutindo ainda mais 15”, disse Levy.

“Após essa pandemia, [a negociação] vai ser uma grande medida anticíclica que o Estado de Minas vai ter em comparação com os outros Estados”, ressaltou o secretário.

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