Vale tudo: PT firma aliança com partidos que apoiaram impeachment de Dilma

O discurso de que que a ex-presidente Dilma Rousseff foi vítima de “golpe” ao ser afastada da Presidência da República, caiu por terra para alguns partidos que estavam na lista dos “traidores” do PT. Pensando nas eleições que estão chegando, o Partido dos Trabalhadores firmou aliança com partidos que apoiaram o impeachment de Dilma em 2016 e ainda integraram o governo Michel Temer.

Patrícia Auth
Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

Crédito: Brazil's lawmakers celebrate after they reached the votes needed to authorize President Dilma Rousseff's impeachment to go ahead, at the Congress in Brasilia on April 17, 2016. Brazilian lawmakers on Sunday reached the two thirds majority necessary to authorize impeachment proceedings against President Dilma Rousseff. The lower house vote sends Rousseff's case to the Senate, which can vote to open a trial. A two thirds majority in the upper house would eject her from office. Rousseff, whose approval rating has plunged to a dismal 10 percent, faces charges of embellishing public accounts to mask the budget deficit during her 2014 reelection. / AFP PHOTO / EVARISTO SA

Em seis Estados brasileiros, o PT será cabeça de chapa ao governo em coligações com partidos que se mostraram a favor do impeachment. Porém, outros nove candidatos a governador, que também votaram pelo afastamento da ex-presidente Dilma, não terão o apoio do PT.

Entre esses nove partidos, há candidatos filiados ao PSD, MDB, PTB, Rede e PR. Outros quatro candidatos à governadores são do PSB, que em 2016 também manteve voto a favor do impeachment. Vale ressaltar que o PSB, que sempre foi um grande aliado do Partido dos Trabalhadores, fechou acordo com o PT nacional para não apoiar nenhum candidato ao governo do país.

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A decisão do PSB de não apoiar nenhum candidato ao Palácio do Planalto foi uma estratégia para isolar Ciro Gomes (PDT), que disputaria votos no campo de esquerda. Resumindo toda a história: o PT acredita em uma grande adesão de diretórios do PSB à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, ou de seu substituto, Fernando Haddad.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, comentou o fato de partidos a favor do impeachment de Dilma, agora apoiarem o PT nas eleições.

“Não existe nenhuma contradição porque estamos deixando claro que os partidos têm de apoiar o Lula. Em todos esses casos, existe apoio a Lula e, inclusive, uma autocrítica”, afirmou Gleisi.

O PT vai para essas eleições com seis próprios candidatos a governador com chapas formadas por partidos que ainda são aliados do atual presidente, Michel Temer.

São eles:

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  • Acre: Marcus Alexandre
  • Bahia: Rui Costa
  • Ceará: Camilo Santana
  • Piauí: Wellington Dias
  • Minas Gerais: Fernando Pimentel
  • Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra

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