Usiminas (USIM5): gestora mantém recomendação de compra após balanço

Osni Alves
Jornalista | oalvesj@gmail.com
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Crédito: Usiminas (USIM5): gestora mantém recomendação de compra por conta dos fortes números

A Usiminas (USIM5) apresentou resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre de 2020 e, por conta disso, a XP Investimentos manteve recomendação de compra.

De acordo com o analista Yuri Pereira, o preço-alvo para a companhia está em R$ 5,7 por ação. “Já o Ebitda ajustado de R$ 503 milhões – excluindo R$ 66 milhões de itens não recorrentes – ficou 8% acima do nosso número, 1% acima do consenso, +7% T/T e +3% no comparativo anual”, disse.

Segundo ele, a elevação da dívida dado dólar mais forte foi parcialmente compensada pelos R$ 394 milhões recebidos da Previdência Usiminas.

Logo, a alavancagem medida pela razão Dívida Líquida/EBITDA aumentou para 1,7x (de 1,6x no 4T19). “Esperamos uma reação neutra no preço das ações”, disse.

Em relação ao segmento de aço, o maior volume de vendas no mercado de exportação (145 mil toneladas, +36% T/T) foi o principal destaque.

Além disso, como consequência de volumes mais altos (1.047kt, +4% T/T), as despesas operacionais por tonelada ficaram 3% abaixo da estimativa (-1% T/T, + 1% A/A).

Como resultado, o Ebitda do aço foi de R$ 304 milhões (excluindo R$ 66 milhões de itens não recorrentes), +65% T/T e +1% a.a.

Veja o desempenho da USIM5 na Bolsa:

Fonte: tradingview.

USIM5: destaque positivo

Conforma Pereira, o segmento de mineração foi novamente o destaque positivo, resultado de maiores vendas e dólar mais alto.

O Ebitda de mineração em R$ 214 milhões foi +2% T/T e 18% acima das estimativas. Os maiores embarques de minério de ferro (2,2 milhões de toneladas, + 5,6% T/T), que também ajudam na diluição de custos (custo caixa por tonelada -3,5% T/T), e um câmbio favorável (+29% T/T) foram os principais destaques em um cenário de estabilidade nos preços do minério de ferro.

Já no mercado doméstico, o principal negócio da Usiminas, os estoques dos distribuidores ainda estão baixos, em torno de dois meses, e indicam alguma barreira em relação à implementação de aumentos de preços, apesar do dólar mais alto afetar negativamente a paridade de importação e abrir espaço para aumento de preço.

“Olhando para frente, devemos ver números fracos no segundo trimestre com impactos da Covid-19”, frisou.