União Europeia chega a acordo parcial sobre linhas de crédito contra crise

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os principais países da União Europeia fecharam acordo sobre as linhas de crédito que serão usadas para reaquecer a economia afetada pelo coronavírus.

Na sexta-feira, segundo informações da Reuters e da AFP, os ministros da zona do euro aprovaram uma linha de crédito de 240 bilhões de euros, que será administrada pelo Mede (Mecanismo Europeu de Estabilidade).

“O Eurogrupo acorda os termos para a colocação em prática, em 1º de junho, do instrumento de precaução. É mais um passo em boa direção”, comentou Nádia Calviño, ministra da economia da Espanha.

Esse foi, na verdade, apenas o primeiro passo do acordo, já que o fundo prevê a liberação de outros 300 bilhões de euros para combater a pandemia.

“Refletindo a natureza excepcional da crise, chegamos a um acordo sobre termos financeiros favoráveis e adequados”, afirmou o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno.

Validação

Definida a primeira parte do acordo, os países da União Europeia poderão direcionar o dinheiro para gastos diretos e indiretos vinculados ao atendimento de saúde, à cura e à prevenção.

A reunião virtual e seus detalhes ainda precisam ser aprovadas por alguns parlamentos nacionais, como o alemão, antes e abrir portas para que os 19 países da eurozona possam pedir empréstimos de até 2% do seu PIB nacional a juros baixos.

Em paralelo, de acordo com a AFP, os 27 ministros das Finanças da União Europeia irão se esforçar para definir um fundo de resgate de mais longo prazo, que permita relançar a economia após a emergência sanitária.

Outros pontos

Texto divulgado pela Reuters nesta sexta-feira lembrou que ainda há outras duas partes do acordo a serem definidas e sacramentadas, ambas também para ajudar no combate à pandemia de coronavírus.

A primeira é um esquema temporário de apoio ao emprego, enquanto a segunda trata de um fundo de garantia que proveria liquidez a empresas atingidas pela crise.

A expectativa dos principais líderes do bloco é de que as negociações finais sobre essas ferramentas ocorram até o fim do mês.

Mario Centeno, chefe do grupo, defendeu que seja estabelecido um plano ambicioso para garantir que a recuperação econômica europeia seja sentida de forma igualitária em um bloco com “diferentes potências de fogo”.

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