União Europeia atrela retomada da economia à abertura das fronteiras para estrangeiros

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

Retomar a economia é o desafio mundial durante e, principalmente, após a pandemia de coronavírus. E a União Europeia tem uma proposta para isso.

O fechamento das fronteiras entre os países do bloco causou uma mudança no modo como os europeus passaram a lidar com os trabalhadores sazonais e fronteiriços – aqueles que moram em um país, mas trabalham em outro.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo desta sexta-feira, a União Europeia atrelou a retomada da economia à reabertura da fronteira para estrangeiros, a fim de beneficiar 1,5 milhão de pessoas.

Nicolas Schmit, comissário da UE para Trabalho e Direitos Sociais, afirmou que agora é a hora de retirar o impedimento para que essa massa de trabalhadores possa retomar às atividades normais.

“Agora chegou o momento em que precisamos estar em conformidade novamente com os princípios do código de Schengen”, pontuou.

Schmit afirmou entender as questões de saúde e as precauções necessárias para conter o avanço do coronavírus, mas repetiu que as restrições nas fronteiras não devem ser discriminatórias com os trabalhadores que vivem em diferentes países.

Reabertura Gradual

De acordo com a Agência ANSA, a ideia da União Europeia é uma reabertura gradual para não prejudicar a luta contra a Covid-19.

Eric Mamer, porta-voz da Comissão Europeia, revelou que a proposta “é um conjunto de critérios e padrões que acreditamos que devem ser levados em conta no processo de tomada de decisão”.

A UE recomenda “uma saída gradual”, com medidas revogadas em diferentes etapas e pontuadas por intervalos de tempo, o que permitirá uma medição dos efeitos.

O texto da ANSA pontuou ainda que a atividade econômica será reiniciada em etapas. A ideia é que as empresas possam se adaptar ao aumento das atividades em segurança.

A sugestão é que o trabalho seja retomado primeiro em setores de risco considerados essenciais para facilitar a atividade econômica. Na sequência, gradualmente e com precauções de segurança, ocorrerá o retorno de escolas e universidades.

Reino Unido e Alemanha deram início à abertura

O Reino Unido tem recebido centenas de trabalhadores da Romênia para trabalhar na plantação e na colheita e, de acordo com o jornal The Guardian, deve abrir 90 mil vagas na indústria agrícola nos próximos meses.

Na Alemanha, cerca de 80 mil trabalhadores sazonais são esperados em voos entre abril e maio.

Segundo a Folha, em março, a Associação Médica da Saxônia, estado no leste da Alemanha e considerado de ultradireita, publicou em sua página oficial no Facebook uma convocação para médicos estrangeiros que vivem na região.

“Médicos estrangeiros que já moram na Saxônia, mas ainda não têm aprovação [para exercer a medicina], podem nos ajudar com a pandemia do coronavírus”, diz a postagem na rede social.

A única exigência para esses médicos estrangeiros exercerem a profissão na Saxônia é que saibam o idioma alemão.

FMI prevê “década perdida” na América Latina por causa do coronavírus

Empresas aéreas podem receber socorro de até R$ 8 bi do BNDES a partir de maio