Ultrapar (UGPA3) anuncia venda da Extraframa para a Pague Menos (PGMN3) por R$ 700 mi

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Reprodução / Facebook / Pague Menos

A Ultrapar (UGPA3) confirmou nesta terça (18) a assinatura de contrato para a venda da totalidade das ações da rede de drogarias Extrafarma, controlada pelo Grupo Ultra, para a Pague Menos (PGMN3).

O valor total da venda foi de R$ 700 milhões. A Ultrapar lembrou, em comunicado, que a transação está sujeita a ajustes em razão principalmente das variações de capital de giro e da posição da dívida líquida da Extrafarma.

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Antes da confirmação da venda, comentada nesta terça durante o pregão, as ações da Pague Menos dispararam 9,59%, negociadas a R$ 11,77.

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A Ultrapar afirmou na nota ao mercado que está em processo de revisão de seu portfólio de negócios, “buscando maior complementariedade e sinergias, com investimentos centrados nas oportunidades existentes na cadeia downstream de óleo e gás no Brasil, na qual possui forte escala operacional e conta com vantagens competitivas estruturais.

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Pague Menos: foco da gestão e a redução da alavancagem

O foco da gestão e a redução da alavancagem são benefícios adicionais da transação para a Ultrapar, complementa a companhia.

Para a Pague Menos, a combinação com a Extrafarma acelerará seu plano de expansão, ampliará sua presença nas regiões Norte e Nordeste e a transformará na segunda maior rede de farmácias no Brasil em número de lojas.

O pagamento da transação será em três parcelas: 50% na data de fechamento da venda e 25% em cada aniversário de um e dois anos da conclusão, com fiança prestada por acionista como garantia para as duas últimas parcelas.

A consumação da transação está sujeita a determinadas condições usuais em negócios desta natureza, incluindo aprovação pelas autoridades concorrenciais brasileiras e pela assembleia geral de acionistas da Pague Menos.

Será concedido, ainda, direito de preferência aos acionistas da Ultrapar que desejarem adquirir ações da Extrafarma, na proporção das respectivas participações no capital social da Ultrapar e pelo mesmo preço por ação a ser pago pela Pague Menos.

A Ultrapar acrescenta que convocará brevemente uma assembleia geral de acionistas na qual será formalizado o oferecimento do direito de preferência, com o detalhamento do procedimento.

A Extrafarma e a Pague Menos manterão o curso normal de seus negócios de maneira independente até o fechamento da transação.

Sobre a Extrafarma

A Extrafarma é a sexta maior rede de farmácias do país. São 402 lojas distribuídas em 10 estados, 66% das quais atendem à classe média expandida (classes sociais B2/C/D).

Em 2020, a Extrafarma obteve uma receita bruta de R$ 2,1 bilhões, com margem bruta de 28% e R$ 84,3 milhões de EBITDA.

A Extrafarma é controlada pelo Grupo Ultra desde 2014.

Pague Menos: racional da transação

Em Fato Relevante divulgado nesta terça, a Pague Menos reforçou que a a aquisição da Extrafarma é um marco importante na aceleração da estratégia de crescimento da companhia para reforçar a presença nas regiões Norte e Nordeste, em uma combinação de ativos com posicionamento de marca, demografia e geografia complementares.

A transação permite que a Pague Menos acelere seu crescimento com a incorporação de 402 lojas da Extrafarma, das quais 212 estão em bairros alinhados ao plano de expansão da companhia.

Mais: 177 lojas estão em microrregiões do Norte e Nordeste. “Dessa forma, reforçaremos o nosso market share e 13 lojas estão em outras microrregiões, servindo de plataforma para entrada em novos mercados”, escreve a Pague Menos em comunicado.

Além disso, a Pague Menos estima que a aquisição levará o market share da companhia para 23,3% no Nordeste (ante os 19,5% referentes ao ano de 2020), para 18,9% no Norte (comparado ao 9,9% de 2020) e para 7,0% no Brasil (ante 5, 7% de 2020).

A companhia de varejo explica: “Com a Extrafarma, a Pague Menos avançará na sua proposta de apoiar a população da classe média expandida com uma solução abrangente de saúde e de impulsionar ainda mais o crescimento com a diversificação e oferta de serviços, complementando a atividade de varejo com consultórios farmacêuticos, farmácia de manipulação, marca própria, medicamentos especiais e plataforma de conteúdo.”

Pague menos: expansão

A Pague Menos calcula que exista potencial para implementação do Clinic Farma em até 70% das lojas Extrafarma, e espera expansão da rede omnichannel, com a combinação de uma base de clientes ativos de 20 milhões de brasileiros (16 milhões de clientes do Programa Sempre Bem e 4 milhões de clientes do Clube Extrafarma).

A companhia também se beneficiará de quatro centros de distribuição adicionais à estrutura atual (dois dos quais já previstos no plano de expansão da Pague Menos), com potencial de benefícios significativos no índice de ruptura de estoques e tempo de abastecimento de lojas.

A aquisição acelera o plano de expansão da Pague Menos em aproximadamente três anos, sem prejudicar o plano de crescimento orgânico, além de assegurar a competitividade em mercados-chave para a sua estratégia de negócios.

“Aliada aos resultados operacionais positivos que vêm sendo alcançados consistentemente desde 2019 pela Pague Menos, a aquisição reforça a trajetória de crescimento e geração de valor a todos os stakeholders da companhia, incluindo os consumidores brasileiros.

A Pague Menos se tornará a segunda maior rede de farmácias do país após a transação, com 1.503 filiais em todos os estados da federação.

Sinergias

A Pague Menos identificou um potencial significativo de sinergias a ser capturado desde o primeiro ano com a incorporação da Extrafarma.

São quatro principais pilares de melhorias operacionais, eficiência e escala com potencial de contribuição adicional líquida ao EBITDA de R$ 150 a R$ 250 milhões anuais, dos quais 80% devem ser capturados em até 24 meses.

Em relação à receita, a Pague Menos menciona o aumento na venda média por loja devido à diminuição da ruptura, aumento de sortimento e serviços (Clinic Farma), além  de incremento na participação dos canais digitais.

Considerando os estados onde a Extrafarma opera, a receita média mensal por loja da Pague Menos foi de R$ 573 mil em 2020 enquanto a da Extrafarma foi de R$ 428 mil.

Margem Bruta

A Pague Menos cita também o nivelamento de condições comerciais, assim como implementação da metodologia de vendor management para preencher a lacuna de 3 pontos percentuais entre as margens brutas das duas operações.

“Considerando os estados onde a Extrafarma opera, a margem bruta da Pague Menos foi de 31,0% em 2020 e a da Extrafarma, 28,0%”, contabiliza a nota da Pague Menos.

Logística e Distribuição

A empresa vê economia relacionada à redução na quilometragem e redesenho da malha logística, com diminuição no tempo de abastecimento das lojas em até 45% para os estados impactados.

Outra ponto: haverá otimização de despesas indiretas relacionadas à estrutura de governança, e maior escala na contratação de serviços e suprimentos de lojas.

Inicialmente, a Pague Menos planeja manter as duas marcas existentes separadamente.

Estrutura da transação

A transação será implementada por meio da compra e venda de até 100% (cem por cento) das ações de emissão da Extrafarma, observado o direito de preferência dos acionistas da Ultrapar Participações, controladora indireta da Extrafarma.

O preço acordado para a aquisição de 100% das ações de emissão da Extrafarma,  de R$ 700  milhões, será reduzido pelo endividamento líquido e posteriormente ajustado pelas variações do endividamento líquido e de capital de giro e outros eventuais ajustes até a data de fechamento. A conclusão do negócio é esperada para 2022.

Brasil Brokers (BBRK3): mudança acionária

A Brasil Brokers (BBRK3) divulgou que a Invesco, por meio de suas subsidiárias, passou a deter 4,45% do número total de ações ordinárias representativas do capital social da companhia. Esse percentual corresponde a 3.491.500 ações.

IMC (MEAL3): Morgan Stanley

A International Meal Company Alimentação, a IMC (MEAL3), informou que o Morgan Stanley atingiu 5% de participação.

A posição acima corresponde a:

Posição/Exposição                                Quantidade
Ações ordinárias                                     American Depositary Receipts (ADRs)   14.345.335
Instrumento Financeiro Derivativo
com previsão de Liquidação Física – Posição Comprada                                          50.000