UE aprova pacote contra coronavírus e adia discussão sobre dívida

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Reprodução/iStock Photos

Os principais ministros de Finanças dos países da União Europeia aprovaram um pacote de emergência voltado para o combate ao coronavírus.

A proposta aprovada na noite de quinta-feira inclui três redes de proteção: uma para empregos, uma para pequenas e médias empresas e a última para reforçar os sistemas de saúde.

O pacote emergencial aprovado é de 500 bilhões de euros, algo na casa de US$ 2,9 trilhões.

Coronabonds

A grande polêmica entre os países do Norte e do Sul da Europa, uma emissão conjunta de dívidas que acabou sendo batizada de “coronabonds”, foi postergada.

Giuseppe Conte, premiê italiano e defensor da dívida mútua, chegou a falar em “risco real” de colapso da União Europeia.

Na visão do italiano, a pandemia de coronavírus exige uma “resposta real e unificada” diante do que ele classificou como “maior desafio desde a Segunda Guerra Mundial”.

A Holanda, que tem visão oposta a dos italianos, usou uma fábula para justificar sua posição contrária a endossar débitos de vizinhos com déficits.

Segundo o ministro de Finanças do país, “os que trabalharam duro no verão não acham justo acolher no inverno quem não fez a lição de casa”, em alusão à Cigarra e a Formiga.

O acordo de emergência

Discussões à parte, o acordo de emergência fechado na noite de quinta-feira, segundo a Folha de S.Paulo, foi costurado pelos principais países antes da reunião dos ministros.

O texto conjunto de França, Alemanha, Itália, Holanda e Espanha autorizou a criação de um fundo de até 200 bilhões de euros do Banco Europeu de Investimento para empréstimos a empresas atingidas pela pandemia, principalmente pequenas e médias.

Essa “rede de proteção” permite que qualquer país da zona do euro recorra a uma linha de crédito do fundo chamado Mecanismo de Estabilização Europeu (MEE), no valor de até 2% de seu PIB.

A única exigência para ter a linha de crédito aprovada é que o dinheiro obtido seja utilizado exclusivamente para reforçar o sistema de saúde do país ou combater danos, diretos ou indiretos, causados pela pandemia de coronavírus.

A UE também aprovou um empréstimo de 100 bilhões de euros que será repassado a países que vejam vantagem nessa forma de financiar ações de prevenção ao desemprego.

A discussão sobre coronabonds, no entanto, ficará para os chefes de governo, que se reúnem na semana que vem.

“O fundo de reconstrução reunirá a força financeira da Europa”, disse o português Mario Centeno, presidente do Eurogrupo.

De onde virá essa força, no entanto, ainda é uma questão em aberto: “Alguns Estados membros expressaram a opinião de que isso deve ser feito por instrumentos de dívida comum. Outros preferem formas alternativas”.

CDC dos EUA tira orientações sobre cloroquina e hidroxicloroquina de seu site

Presidente do BC critica ideia de “imprimir dinheiro” para sair da crise