UBS BB projeta lucros maiores para setor bancário no 3TRI

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Fonte: Reprodução site pragmatismo politico

Os grandes bancos do Brasil devem apresentar lucros maiores e custo de risco menor, conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (8) pelo UBS BB.

Em relatório, assinado pelos analistas Olavo Arthuzo, Thiago Batista e Philip Finch, o banco escreveu que “vê uma contração considerável do custo de risco dos bancos no terceiro trimestre, principalmente para o Bradesco
e Santander Brasil”.

Isso porque, segundo o UBS BB, o custo de risco que atingiu 6% em média no segundo trimestre de 2020 para os bancos brasileiros de grande capitalização devem reduzir para 5% no terceiro trimestre deste ano.

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O banco ainda ressaltou que o valor ainda está bem acima do custo normal de risco dos bancos de aproximadamente 3,5% registrado em 2019.

A melhor receita de taxas de serviço e o custo de risco menor são provavelmente os principais impulsionadores dos bancos e e expansão do ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio).

O UBS BB também ressaltou sua preferência pelas ações do Itaú (ITUB4) no setor bancário.

Excluindo sua participação na XP, o Itaú é negociado com preço lucro (P/L) de 7,7 vezes, considerando a estimativa de 2021, “o que acreditamos ser barato, especialmente considerando a possível expansão da lucratividade do banco”.

Por volta das 15h40, Banco do Brasil (BBAS3) +4,60% (R$ 31,18); Bradesco PN (BBDC4) +4,94% (R$ 20,61); BTG (BPAC11) +0,45% (R$ 73,00); Itaú (ITUB4) +5,95% (R$ 24,05); Santander (SANB11) +7,94% (R$ 30,73).

Margens pressionadas

Os analistas do UBS esperam uma contração no NII (receita líquida de juros) do banco (queda de 6% no trimestre em média).

No caso do Itaú Unibanco, é provável que essa contração seja causada por margens de crédito pressionadas (o que já afetou o resultado do segundo trimestre).

Conforme o relatório, Santander Brasil e Bradesco apresentaram resultados comerciais anormalmente fortes, o que deve se normalizar no terceiro trimestre, causando contração sequencial no NII total.

Índice de inadimplência sob controle

O programa de alívio de crédito reduziu artificialmente o índice de inadimplência dos bancos brasileiros e
parte desses programas provavelmente começará a amadurecer no terceiro trimestre, mas ainda sem impacto no índice de inadimplência em 90 dias.

Por outro lado, os analistas destacam que pode acontecer alguma deterioração no índice de inadimplência antecipada (vencidos em 15 a 90 dias), especialmente no negócio de varejo.

A posição de capital dos bancos provavelmente aumentará um pouco mais com a combinação de menor posição de overhedge e desvalorização do real.