Turbulência no mercado de debêntures parece ter chegado ao fim

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Photo by Sebastian Herrmann on Unsplash

A turbulência que reduziu a remuneração do mercado de debêntures nos últimos meses parece ter chegado ao fim. Sendo assim, o momento pode ser uma bela oportunidade de entrada, diz Ulisses Nehmi, sócio da Sparta.

Com juros cada vez mais baixos, o mercado de crédito privado surgiu como alternativa para o investidor que desejava rentabilidade superior ao CDI, sem abandonar a renda fixa. No entanto, as debêntures viram uma onda de saques depois da queda no retorno.

As debentures possuem risco de crédito, ou seja, risco de levar calote da companhia. Mas, a queda na remuneração desses ativos foi motivado pela marcação a mercado. Portanto, não existe preocupações acerca da saúde financeira das companhias.

“A qualidade de crédito das empresas brasileiras nunca foi tão boa”, afirma Nehmi, durante entrevista ao portal Seu Dinheiro.

Segundo Ulisses, o ajuste no mercado de debêntures ainda está em andamento, mas já está perto do fim. Os títulos privados com classificação “AAA”, já refletem as novas condições de mercado.

Mesmo com os sinais de melhora, Nehmi não arrisca um prazo para o fim da crise no mercado de crédito privado.

“Ainda pode haver algum ajuste nas debêntures com classificações mais baixas, mas parece que a fase mais aguda já passou”, afirma.

O que fez a rentabilidade das debêntures cair?

Em primeiro lugar, as debêntures foram ofertadas de maneira errônea nas plataformas de investimentos. Pois, surgiram várias alternativas com liquidez diária, rentabilidade superior ao CDI e baixo risco. Como resultado, atraiu muitos investidores que buscavam melhores remunerações em cenário de queda da Selic.

Sendo assim, a velha Lei da oferta e da demanda prevaleceu mais uma vez. Com a demanda maior que a oferta, as taxas das debêntures caíram. Ótimo para as instituições que emitiram divida barata, porém ruim para o investidor.

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Em outubro, a situação inverteu a oferta superou muito a demanda, fazendo a rentabilidade despencar mais uma vez. Ou seja, existia mais investidores querendo desfazer dos papéis do que comprar.

Os investidores que acreditavam ter um produto conservador, se assustaram com a rentabilidade apresentada no período. Isso promoveu o agravamento da situação.

Oportunidade

Devido ao ajuste no mercado de debêntures, os fundos que compõe a carteira saiu de CDI mais 0,70 em junho para CDI mais 1,26 em novembro, segundo Index.

Ou seja, o investidor que retirou recursos nos meses de outubro e novembro provavelmente perdeu dinheiro. Mas quem entrar agora ou quem aguentou esperar pode se beneficiar de melhor rentabilidade, diz Nehmi.

 

 

 

 


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