BTG (BPAC11): recomendação de compra para Tupy (TUPY3), com preço-alvo de R$ 21

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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Crédito: Reprodução / Tupy

A Tupy (TUPY) informa que a demanda reprimida da automotiva sustentará sólidos volumes em 2022. A afirmação é do Chief Financial Officer (CFO) Thiago Struminski, que também atua no setor de Relação com Investidores (RI) da companhia.

Ele conversou com analistas do BTG Pactual (BPAC11) e o banco de investimentos mantém a classificação de compra em Tupy, com preço-alvo em R$ 21 por ação para o final de 2022.

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De acordo com o executivo, embora a escassez de semicondutores e riscos macro sejam gargalos de crescimento, as margens devem ser impactadas pela incorporação da Teksid no curto prazo, embora evoluindo gradativamente à medida que as sinergias são capturadas.

Também disse que a empresa está trabalhando em várias iniciativas para aderir a tendência de descarbonização da economia e diversificar seu portfólio de produtos.

IBGE

Tupy (TUPY3): perspectiva sólida

De acordo com o relatório do banco de investimentos, a companhia trabalha com uma perspectiva de demanda sólida, impulsionada pelo forte panorama do agronegócio (Brasil e EUA).

Também pela sólida demanda da construção pesada e indústria de mineração, bem como pela reposição de estoques, que atualmente estão abaixo dos níveis históricos para o setor automotivo.

O executivo elencou, ainda, a robustez do pipeline de investimentos à frente nos EUA, impulsionado pelo pacote de incentivo do presidente Joe Biden.

Por outro lado, a atual escassez de semicondutores e riscos macro globais (por exemplo, instabilidade chinesa) devem representar gargalos de crescimento no curto prazo, levando os volumes a crescer menos do que a demanda reprimida permitiria (crescimento do volume de um dígito esperado para o próximo ano).

Em termos de receitas, o mix de produtos favorável e câmbio, juntamente com a capacidade da Tupy de repassar custos mais altos, deve levar a linha receita líquida a ultrapassar o crescimento de volume no próximo ano.

Teksid

Ainda de acordo com o relatório, a Teksid será incorporada no quarto trimestre e, além disso, a companhia busca diversificar o portfólio.

As margens do curto prazo serão atingidas pela incorporação da Teksid, que possui margem EBITDA UDM de 3 a 4% (vs. 13 a 14% para Tupy).

No entanto, as margens devem evoluir gradualmente para os níveis da Tupy, refletindo a alavancagem operacional e melhor capacidade de repasse de custos para os preços dos produtos.

Por fim, a empresa reiterou seu desejo de diversificar seu portfólio de serviços, mitigando as preocupações dos investidores relacionadas à eletrificação automotiva.

Sobre este tema, a administração destacou que as iniciativas recentemente anunciadas, como a parceria com a Poli para reciclagem de baterias, e a patente de um novo motor de ferro fundido para ser usado em veículos híbridos.

O relatório do BTG é assinado pelos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia, Bruno Lima, e Marcel Zambello. Eles integram a equipe de Research.