Trump volta a criticar a forma como a China lidou com o novo coronavírus

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / YouTube

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nessa sexta-feira (17) que “não está feliz” com a China, referindo-se à forma como o país asiático informou ao mundo o início da crise.

“Eles não nos falaram o que estava acontecendo. Não informaram o que estava acontecendo lá dentro Não, eu não estou feliz com a China”, disse, na coletiva diária na Casa Branca.

Trump foi provocado por jornalistas, quando questionado se a China poderia sediar as Olimpíadas de Inverno em 2022. O evento está marcado para começar dia 4 de fevereiro e vai até 22 do mesmo mês em 2022. Pequim, a sede, seria a primeira cidade anfitriã de jogos olímpicos de verão e de inverno.

O presidente norte-americano acabou citando o recém assinado acordo comercial entre os dois países para responde a questão: “quero ver o que está acontecendo com a China. Eles estão cumprindo o acordo?”

China revisa os números

Há muita desconfiança do mundo ocidental sobre as atitudes da China com relação à pandemia.

O presidente francês Emmanuel Macron disse esta semana, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, que há “aspectos desconhecidos” na gestão da epidemia por parte dos chineses.

Ele não foi o único. O ministro britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab, disse que a China precisa responder “perguntas difíceis sobre o aparecimento do vírus e sobre porque ele não pôde ser detido antes”.

As críticas acabaram forçando uma resposta chinesa, que nessa sexta-feira acabou revisando o seu número de mortos, acrescentando 1.290 mortes ocorridas na cidade de Wuhan, onde surgiu o novo coronavírus.

Não foi suficiente e, ao contrário, causou mais estranheza na comunidade internacional, que se questiona quantas pessoas de fato foram infectadas por lá e quantas morreram. Mais do que isso: há quanto tempo a crise ocorre por lá – oficialmente, é de 31 de dezembro de 2019 – e quando o novo coronavírus foi de fato descoberto.

Mais teorias da conspiração

A agência francesa notícias RFI publicou nessa sexta que, “segundo o Washington Post, a embaixada dos Estados Unidos em Pequim alertou há dois anos Washington sobre a insegurança em um laboratório local que fazia pesquisas sobre os coronavírus de morcegos”.

Já a “Fox News afirma que o vírus atual partiu ‘involuntariamente’ desse laboratório, em consequência das falhas nos protocolos de segurança. As acusações foram descartadas pela diplomacia chinesa. Segundo um porta-voz do ministério das Relações Exteriores do país, ‘especialistas mundialmente reconhecidos dizem que a hipótese de uma ‘fuga’ não tem nenhuma base científica'”, relata a matéria.

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O levantamento de hipóteses sem fundamentação não ajuda em nada na busca pela verdade. O mundo ocidental vai a cada dia buscando culpados para uma falha existente em seus próprios países, que subestimaram o poder de disseminação do vírus e demoraram para tomar medidas de proteção, especialmente em fronteiras e na implantação de quarentenas.

Trump já afirmou não estar “feliz” outra vez

Não é a primeira vez que Donald Trump afirma que não está feliz com a China. Em março, quando a epidemia parecia estar sobre controle no gigante asiático, aconteceu o anúncio do Ministério das Relações Exteriores da China de que jornalistas americanos do New York Times, Wall Street Journal e Washington Post foram “convidados a deixar o país”.

“Não estou feliz com isso”, disse Trump. “Tenho minhas próprias disputas com os três grupos de mídia. Acho que você sabe muito bem disso, mas não gosto de ver nada disso. Não estou feliz com isso”.

Foi uma retaliação. A decisão da China de atacar os repórteres americanos ocorre depois que o governo Trump designou cinco agências de notícias chinesas estatais nos EUA como “missões estrangeiras” em fevereiro e impôs um limite ao número de cidadãos chineses trabalhando para eles.

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