Trump suspende imigração para “colocar americanos desempregados na frente da fila”

Paulo Amaral
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Crédito: Anthony Behar—Sipa USA/AP

O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos suspenderão a imigração legal no país pelos próximos dois meses.

Segundo o jornal The Washington Post, a ideia de Trump é prestigiar os cidadãos norte-americanos que foram mais afetados pela pandemia de coronavírus.

“Fazendo essa pausa, ajudaremos a colocar os americanos desempregados em primeiro lugar na fila para empregos. Seria errado substituí-los por um novo trabalhador imigrante enviado do exterior”, comentou Trump.

“Queremos proteger os trabalhadores dos Estados Unidos na medida em que avançamos”, completou o presidente.

De acordo com dados dos órgãos oficiais, mais de cinco milhões de norte-americanos deram entrada no seguro-desemprego somente na última semana, e a soma total de pessoas atingidas pela crise já é de 22 milhões.

Trump alegou ainda que sua decisão também foi tomada como precaução à possível falta de suprimentos médicos para dar conta da população americana.

“Esta pausa em novas imigrações vai também ajudar a conservar recursos médicos vitais para cidadãos norte-americanos”, resumiu.

Decisão polêmica

Trump sempre fez do combate à imigração ilegal uma de suas bandeiras. Para colocar em prática seu plano de interromper momentaneamente a entrada de imigrantes no país, fechou acordos com México, Honduras, El Salvador e Guatemala.

O anúncio de suspender, por pelo menos 60 dias a, entrada de imigrantes legais nos Estados Unidos, gerou polêmica.

Segundo informações da RFI, Joaquín Castro, líder da Liga de Congressistas Latinos, afirmou que Trump tomou tal decisão para desviar o foco de sua falta de competência para lidar com a pandemia da Covid-19.

“Esta ação não é apenas uma tentativa de desviar a atenção do fracasso de Trump em deter a epidemia e salvar vidas, mas também um gesto autoritário que aproveita a crise para promover uma agenda contra a imigração”, disparou.

Coronavírus nos EUA

Os Estados Unidos têm, até esta quarta-feira (22) pela manhã, 825.306 casos confirmados da Covid-19 no País, com 45.075 óbitos – 14.887 somente em Nova York.

A Johns Hopkins Universtity mantém um gráfico atualizado online e, segundo os dados mais recentes, 120.665 cidadãos permanecem hospitalizados nos EUA por causa do coronavírus, enquanto 75.673 já se recuperaram da Covid-19.

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