Trump sanciona acordo com México e Canadá, encerra “pesadelo do Nafta” e ignora democratas

Victor Meira
Com formação em Ciências Sociais e Jornalismo, experiência em redação nas editorias de esportes, empregos, concursos, economia e política.

Crédito: Créditos: Getty Images

Na última quarta-feira (29), o presidente dos EUA, Donald Trump, sancionou o Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) durante cerimônia realizada ao ar livre na Casa Branca com cerca de 400 convidados – sem a presença de nenhum membro importante do partido democrata que ajudaram na aprovação do acordo no Congresso.

O Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) substituirá o Nafta, Acordo de Livre Comércio da América do Norte, que já tem 26 anos de existência. O novo acordo tem regras mais rígidas nos setores trabalhista e automotivo, porém conta com 1,2 trilhão de dólares em fluxos comerciais anuais de EUA-México-Canadá em grande parte inalterados.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, saiba quais são as melhores atitudes e aplicações para multiplicá-lo

“Hoje, finalmente, estamos encerrando o pesadelo do Nafta e firmando o novo Acordo EUA-México-Canadá”, declarou Trump à multidão. Cercado por um grupo de trabalhadores americanos usando capacetes, Trump comentou que o acordo vai impulsionar o crescimento econômico dos EUA, beneficiando agricultores, trabalhadores e produtores.

Uma grande variedade de grupos empresariais comemoraram a sanção do acordo, que ainda precisa ser aprovado no Parlamento do Canadá antes de entrar em vigor. O México já aprovou o acordo. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, ao falar em Ottawa, afirmou que seu governo minoritário continuará a responder questões colocadas por várias indústrias e outros grupos.

“Temos questões e temos um processo de ratificação. Estou ansioso para passar por isso de forma responsável e rápida, porque é muito importante para os canadenses”, afirma Trudeau.

Trump, que está sob julgamento no Senado dos EUA por acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso, saudou senadores republicanos pelo nome durante o evento no Jardim Sul. Além dos senadores, outros convidados foram a cerimônia como parlamentares de todo o país, trabalhadores, agricultores e executivos, além de autoridades do México e do Canadá.

Foram excluídos do evento a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, o presidente do Comitê de Assuntos Tributários (Ways and Means) da Câmara, Richard Neal, e outros democratas que negociaram com o governo Trump para expandir as disposições trabalhistas, ambientais e de aplicação do pacto e facilitar sua aprovação pela Câmara, controlada pelos democratas.

Trump nem mencionou o trabalho feito por Pelosi ou outros democratas no acordo comercial, mas o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, em declarações na cerimônia, reconheceu o papel que os líderes da Câmara desempenharam na aprovação do acordo.

Planilha de Ativos

Um dos principais exercícios para a compra de uma ação é saber se ela está cara ou barata. Para isso, preparamos um material especial para ajudá-lo nesta análise.