Trump é o primeiro presidente dos EUA a falar com líder do Talibã

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Isac Nóbrega / PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez história ao conversar, ontem (3), por ligação telefônica, com o co-fundador e líder superior do Talibã. Pelo o que se tem conhecimento, essa foi a primeira conversa conhecida entre um líder americano e o grupo militante. Aliás, era o Talibã que abrigava os agentes da Al Qaeda, responsáveis ​​pelos ataques em 11 de setembro.

No entanto, a conversa ocorre no momento em que o governo de Trump defende o acordo para a libertação de prisioneiros do Talibã. Para, então, em troca, retirar as tropas americanas do Afeganistão e dar início às negociações de paz. De acordo com o porta-voz talibã, Trump falou diretamente com Abdul Ghani Baradar, o principal negociador do grupo. Ainda segundo suas informações, a ligação teve duração de 35 minutos.

À imprensa, Trump comentou sobre o contato com Baradar. “Muito bom… tivemos uma boa e longa conversa e, vocês sabem, eles querem cessar a violência. Nós gostaríamos de cessar a violência também”.

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No entanto, na segunda-feira (2), o porta-voz do Talibã avisou que os ataques seriam retomados contra as forças do governo afegão. Porém, não atacariam mais os EUA. Conforme a ABC News, entre segunda e terça-feira (2 e 3), houve 33 ataques em 16 províncias, que matou seis pessoas e deixou 14 feridos. Já segundo a Reuters, cinco policiais afegãos também foram mortos durante um ataque a um posto de controle de segurança.

Diante disso, o secretário de Defesa, Mark Esper, o chefe do Estado Maior Conjunto, Mark Milley, e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, pediram por calma e paciência. Justificando que algum nível de violência ainda era esperado.

Talibã insinua futura relação com Trump

Ainda de acordo com o porta-voz talibã, há a possibilidade de um relacionamento com o governo americano. “Se os Estados Unidos honrarem o acordo celebrado conosco, teremos relações bilaterais futuras positivas”, disse Baradar a Trump. Por outro lado, a Casa Branca não forneceu maiores informações sobre a ligação.