Trump permite uso de medicamento emergencial contra coronavírus

Rebeca Torres
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Crédito: Jarmoluk / Pixabay

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou na última sexta-feira (1) que a Agência de Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) permitiu o uso de medicamento emergencial contra o coronavírus. Mas, o remédio ainda não está em circulação oficialmente, de acordo com informações do portal de notícias G1.

A principal desculpa do governo dos Estados Unidos é a de que o antiviral conhecido como Remdesivir mostrou resultados satisfatórios em testes clínicos feitos baseados em dados da empresa farmacêutica Gilead, produtora do medicamento.

Em pesquisa realizada com 1.036 pacientes de coronavírus, parte recebeu o Remdesivir e, outra parte, um placebo. Assim, aqueles que usaram o medicamento  tiveram a recuperação reduzida em 31%. Porém, é importante frisar que o remédio não é uma cura definitiva para a doença.

Em entrevista na Casa Branca, Trump falou que o medicamento “é um tratamento importante para pacientes hospitalizados com o novo coronavírus”.

”É uma contribuição para as pessoas que não estão bem, pessoas doentes com essa praga horrível que atingiu nosso país”, declarou.

Vice-presidente afirma que doses serão ofertadas a hospitais

O vice-presidente Mike Pence afirmou que 1,5 milhão de doses vão ser ofertadas a hospitais a partir da segunda-feira (4), de acordo com a Agência Reuters.

Mas, o comunicado não quer dizer ainda que existe um tratamento considerado eficiente para a cura do coronavírus. Por isso, para não causar maiores expectativas, na quarta-feira passada (29), a Organização Mundial da Saúde (OMS) resolveu não dar maiores detalhes sobre o uso do Remdesivir – remédio que ainda está sendo testado, de acordo com o órgão.

Anvisa faz anúncio

Em anúncio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que está conversando com a fabricante do remédio e que ainda não há pedidos dele no Brasil.

“Caso o benefício do medicamento se comprove, a Anvisa possui mecanismos, como anuência de uso em programa assistencial e priorização de registro, para garantir o acesso célere do medicamento à população”, declarou a Anvisa.

Mais sobre o Remdesivir

Para quem não conhece, o Remdesivir é um medicamento que mexe com o organismo, evitando a síntese do RNA (material genético) do vírus nas células, informou ao G1, em março, o professor Marcelo Burattini, especialista em medicina tropical da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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