Trump divulga plano em três fases para “reabrir” EUA

Paulo Amaral
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Crédito: History in HD/ Unsplash

O presidente Donald Trump divulgou nesta quinta-feira (16) as diretrizes federais de um chamado plano trifásico para reabrir os Estados Unidos em meio à pandemia de coronavírus.

De acordo com a CNBC, a ideia é que partes dos EUA comecem a relaxar algumas das medidas de distanciamento social impostas para combater a propagação da Covid-19, que já matou mais de 34,8 mil pessoas no país.

O plano de 18 páginas para “Abrir a América de novo” identifica as circunstâncias necessárias para que as áreas do país permitam que os funcionários voltem ao trabalho.

“Precisamos ter uma economia de trabalho. E nós queremos recuperá-lo. Muito, muito rapidamente. E é isso que vai acontecer ”, disse Trump, em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

“Estamos prontos para começar a vida novamente de uma maneira segura, estruturada e muito responsável”, complementou o presidente.

As três fases do plano

Apesar de o presidente dizer no início desta semana que acreditava que alguns estados poderiam “reabrir” suas economias antes de maio, as diretrizes da Casa Branca não ofereceram datas específicas.

Ao invés disso, o plano estabeleceu três “fases” destinadas a orientar partes do país a avançar gradualmente no sentido de diminuir as restrições sobre empresas e indivíduos.

Antes de entrar na primeira fase, as diretrizes dizem que o número de casos, testes positivos e relatos de sintomas semelhantes aos da gripe ou da Covid-19 em um estado ou região devem estar em tendência de queda.

Também deve haver um “programa robusto de testes para profissionais de saúde em risco, incluindo testes emergentes de anticorpos”, de acordo com as diretrizes.

Conforme informações da Reuters, a primeira fase inclui a volta à normalidade de grandes restaurantes e cinemas, além de academias, que podem funcionar com rigorosas normas de distanciamento social e higiene.

A determinação é para que bares continuam fechados, assim como escolas e creches. Na área de saúde, cirurgias eletivas podem voltar a ser realizadas, de acordo com a disponibilidade clínica, mas visitas a hospitais e casas de repouso continuam proibidas.

Trabalho com precauções

A Fase Um do plano ressalta ainda que “todos os indivíduos vulneráveis” continuem isolados e incentiva a todos a manter várias práticas de distanciamento social em público. Mas também aconselha os empregadores a “voltarem ao trabalho em fases”, se possível, tomando precauções como fechar áreas comuns e minimizar viagens não essenciais.

A Fase Dois, que começa em áreas com “nenhuma evidência de recuperação” nos casos, afrouxa ainda mais as restrições. Bares poderão ser reabertos, mas a diretriz segue recomendando que não haja aglomerações com mais de 50 pessoas.

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Na fase final, as diretrizes ainda sugerem que indivíduos de baixo risco “considerem minimizar o tempo gasto em ambientes lotados”.

Essa terceira fase “autoriza” pessoas consideradas vulneráveis sob o ponto de vista médico (idosos e portadores de algumas doenças) a voltar a interagir publicamente, mas ainda mantendo distanciamento.

As diretrizes também listam “responsabilidades de preparação para o estado principal”, que incluem uma seção sobre o chamado rastreamento de contatos, o processo de identificar as interações que uma pessoa infectada teve para rastrear o caminho da doença.

Estados vão decidir

Os estados, que impuseram suas próprias medidas de contenção para tentar retardar a propagação da doença, não são legalmente obrigados a seguir as instruções da Casa Branca, conforme disseram duas fontes à CNBC.

A nova orientação, no entanto, aumenta a pressão sobre os governadores para diminuir suas restrições, mesmo quando especialistas em saúde e líderes empresariais alertam que são necessários testes em massa antes que os americanos possam começar a retornar com segurança às suas vidas normais.

“Os Estados Unidos querem ser abertos e os americanos querem ser abertos”, disse Trump. “Pegamos a maior economia da história do mundo e a fechamos para vencer esta guerra. E estamos no processo de vencer agora”, emendou o presidente, aparentemente ignorando que mais de 600 mil cidadãos do país foram infectados pela Covid-19 até esta quinta.

O presidente revelou que sugeriu que alguns estados comecem suas reaberturas no dia 1 de maio, ou até mesmo antes, dependendo da situação em que se encontrem em relação à pandemia.

Os esforços globais para atenuar o impacto da crise prejudicaram a vida cotidiana e devastaram a economia, segundo a CNBC.

Em apenas quatro semanas, os EUA apagaram praticamente todos os empregos obtidos desde a Grande Recessão, de acordo com dados do Departamento do Trabalho divulgados nesta quinta-feira.

Testes em massa

A disponibilidade dos testes de coronavírus continua sendo uma questão importante. Embora cerca de 120.000 a 140.000 testes da Covid-19 sejam realizados todos os dias nos EUA – cerca de 3,5 milhões de testes até agora, disse Trump – essa taxa fica atrás dos outros países em uma base per capita.

Sem poder rastrear funcionários e clientes quanto ao vírus, os norte-americanos não estarão “confiantes o suficiente para voltar ao trabalho, comer em restaurantes ou fazer compras em estabelecimentos de varejo”, disseram executivos da empresa ao presidente quarta-feira, de acordo com o The Wall Street Journal.

Em conferências telefônicas no início da quinta-feira, membros da Câmara Democrática e do Senado pediram a Trump que esperasse que os testes da Covid-19 se tornassem mais disponíveis antes de dar conselhos sobre a reabertura da economia, informou a NBC.

Coronavírus nos Estados Unidos

Os Estados Unidos continuam sendo recordistas em número de infectados pelo novo coronavírus.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, já são 658.263 casos da Covid-19 em território norte-americano, com 32.186 mortes causadas pela doença.

A Espanha, segundo país com mais casos registrados, tem, no momento, 182.816 infectados pelo novo coronavírus.

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