Trump defende reabertura dos EUA: “Não podemos manter o país parado durante anos”

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Facebook

O presidente Donald Trump voltou a defender nesta quarta-feira a reabertura dos Estados Unidos, mesmo com a pandemia de coronavírus estando no pico.

De acordo com informações da AFP, o Chefe de Estado norte-americano tem consciência da situação que o país enfrenta, mas acredita ter chegado a hora de afrouxar as medidas de isolamento social para dar início à retomada econômica.

“Não podemos manter o país parado durante anos, precisamos fazer algo”, declarou, em entrevista coletiva na Casa Branca.

“Nós temos de ter nosso país reaberto de novo. E, veja, as pessoas querem voltar, nós teremos um problema se não acontecer isso”, completou Trump.

Pearl Harbor e 11 de setembro

Até o momento, a Covid-19 já atingiu 1.219.952 pessoas em território norte-americano, causando 72.617 óbitos em todo o país.

Donald Trump comparou os números a duas grandes tragédias da história dos Estados Unidos: o ataque a Pearl Harbor na Segunda Guerra Mundial, e os atentados terroristas em 11 de setembro de 2001.

“Passamos pelo pior ataque que já tivemos em nosso país. Este é realmente o pior ataque que já tivemos. Isso é pior que Pearl Harbor. Isso é pior que o World Trade Center”.

Os atentados de 11 de setembro mataram cerca de 3 mil pessoas nos Estados Unidos, a maioria delas nos escritórios do World Trade Centar, também conhecido como “Torres Gêmeas”.

Questionado se a volta imediata ao trabalho não poderá colaborar para aumentar exponencialmente o número de mortes no país, Trump declarou que “espera que não seja o caso, mas pode ser sim”.

Para minimizar novas perdas, a sugestão do presidente dos Estados Unidos é que “certas pessoas continuem em casa”.

Essas “pessoas”, segundo Trump, são as de maior risco, como as que têm mais de 60 anos ou possuem problemas graves de saúde, como diabetes e doenças cardíacas.

Comitê de crise mantido

O presidente dos Estados Unidos descartou colocar um fim no comitê de crise do coronavírus, criado para organizar as ações federais em meio à pandemia.

“Eu não sabia o quão popular era esse grupo de trabalho. É muito apreciado pelo público”, admitiu Trump, que poderá acrescentar mais “duas ou três pessoas” à força-tarefa.

A declaração de Trump vai na contramão do que havia anunciado o vice-presidente Mike Pence durante a semana. Segundo Pence, o comitê seria desfeito nas próximas semanas para retornar às operações tradicionais.

Plano trifásico

Em 16 de abril, o presidente Donald Trump revelou as diretrizes federais de seu plano trifásico para reabrir a economia dos Estados Unidos.

O plano de 18 páginas para “Abrir a América de novo” identifica as circunstâncias necessárias para que as áreas do país permitam que os funcionários voltem ao trabalho.

A primeira fase inclui a volta à normalidade de grandes restaurantes e cinemas, além de academias, que podem funcionar com rigorosas normas de distanciamento social e higiene.

A determinação é para que bares continuam fechados, assim como escolas e creches. Na área de saúde, cirurgias eletivas podem voltar a ser realizadas, de acordo com a disponibilidade clínica, mas visitas a hospitais e casas de repouso continuam proibidas.

Trabalho com precauções

A Fase Um do plano ressalta ainda que “todos os indivíduos vulneráveis” continuem isolados e incentiva a todos a manter várias práticas de distanciamento social em público. Mas também aconselha os empregadores a “voltarem ao trabalho em fases”, se possível, tomando precauções como fechar áreas comuns e minimizar viagens não essenciais.

A Fase Dois, que começa em áreas com “nenhuma evidência de recuperação” nos casos, afrouxa ainda mais as restrições. Bares poderão ser reabertos, mas a diretriz segue recomendando que não haja aglomerações com mais de 50 pessoas.

Na fase final, as diretrizes ainda sugerem que indivíduos de baixo risco “considerem minimizar o tempo gasto em ambientes lotados”.

Essa terceira fase “autoriza” pessoas consideradas vulneráveis sob o ponto de vista médico (idosos e portadores de algumas doenças) a voltar a interagir publicamente, mas ainda mantendo distanciamento.

As diretrizes também listam “responsabilidades de preparação para o estado principal”, que incluem uma seção sobre o chamado rastreamento de contatos, o processo de identificar as interações que uma pessoa infectada teve para rastrear o caminho da doença.

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