Trump cita falha da OMS no controle ao coronavírus e Pompeo faz crítica à China

Paulo Amaral
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Crédito: Jim Bourg

O presidente norte-americano Donald Trump criticou duramente a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a forma de condução no combate ao coronavírus.

Em sua conta no Twitter, Trump acusou a entidade de se concentrar demais na China e de passar orientações equivocadas durante a pandemia.

“A OMS realmente estragou tudo”, desabafou. “Por alguma razão, financiada em grande parte pelos Estados Unidos, mas muito centrada na China. Daremos uma boa olhada nisso. Felizmente, rejeitei o conselho deles de manter nossas fronteiras abertas à China desde o início. Por que eles nos deram uma recomendação tão falha?”, questionou.

A crise das fronteiras

Em reportagem publicada nesta terça-feira, a Reuters lembrou que a OMS realmente recomendou aos países que mantivessem as fronteiras abertas em 31 de janeiro, ocasião na qual o status de “pandemia” ainda não havia sido decretado.

No mesmo dia, no entanto, Trump anunciou restrições aos passageiros que estivessem vindo da China para os Estados Unidos.

As reclamações de Donald Trump ganharam força no governo norte-americano.

Marco Rubio, senador republicano, acusou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, de “permitir que Pequim usasse a OMS para enganar a comunidade global” e pediu a renúncia do etíope do cargo.

Mike Pompeo, secretário de estado norte-americano, cobrou transparência dos países sobre a pandemia, em crítica direcionada diretamente para a China.

“Toda nação, seja uma democracia ou não, tem que compartilhar este tipo de informação de uma maneira transparente, aberta e eficiente”, afirmou, segundo a Reuters.

O governo chinês, por sua vez, afirmou que está sendo transparente desde o início no que tange a pandemia de coronavírus e retribuiu as críticas às autoridades norte-americanas por duvidarem da posição de Pequim a esse respeito.

Reportagem da Bloomberg faz acusação aos chineses

A China ocultou a extensão do surto do Covid-19, o novo coronavírus, em seu país, informa reportagem da Bloomberg.

Os chineses teriam sub notificado o total de casos e de mortes sofridas pela doença.

As conclusões fazem parte de um relatório confidencial da comunidade de inteligência americana enviado à Casa Branca, segundo três autoridades dos EUA.

“Os funcionários pediram para não serem identificados porque o relatório é secreto e se recusaram a detalhar seu conteúdo”, afirmou a reportagem.

Entretanto, a avaliação é de que as informações públicas da China sobre casos e mortes sejam intencionalmente incompletas.

Duas autoridades disseram que o relatório conclui que os números da China são falsos, acrescentou.

O relatório foi recebido pela Casa Branca na semana passada, disse uma das autoridades à Bloomberg.

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