Trump ameaça impor regras mais rígidas às empresas chinesas nas bolsas

Paulo Amaral
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O presidente Donald Trump voltou a mostrar que o relacionamento entre Estados Unidos e China vai de mal a pior em meio à pandemia.

Depois de ter afirmado que espera que a China cumpra o que assinou, em referência à Fase 1 do acordo comercial entre as nações, sacramentado em janeiro deste ano, o assunto, agora, foi a Bolsa de Valores do País.

Em entrevista para a Fox Business Network , o presidente norte-americano admitiu que está estudando impor regras mais rígidas às empresas chinesas que listadas nas Bolsas pelo país.

“Estou muito decepcionado com a China”, afirmou, sem se importar com a possibilidade de a China retirar suas ações das Bolsas dos Estados Unidos.

“Elas podem dizer: vamos nos mudar para Londres ou para Hong Kong”.

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“Cortar todas as relações”

Na mesma entrevista à Fox Business Network, Trump afirmou que “tem uma boa relação” com o presidente da China, Xi Jinping, mas que isso não o impediria de “cortar todas as relações” com o país asiático.

“Há muitas coisas que poderíamos fazer. Poderíamos fazer coisas. Poderíamos cortar todas as relações. Se fizesse isso, o que poderia acontecer? Economizaria 500 bilhões, se cortasse todas as relações”, disparou o presidente.

Não é a primeira vez

Essa, no entanto, não é a primeira vez que Donald Trump ameaça “cortar relações” e impor normas mais rígidas às empresas chinesas nas Bolsas do país.

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Em setembro de 2019, uma reportagem da Reuters mostrou que as  ações do Alibaba, com sede em Hangzhou, Zhejiang, atingiram o nível mais baixo em seis semanas, batendo 163,15 dólares.

A JD.com caiu 6,36%, para 27,70 dólares, e a Baidu cedeu, na época, 3,82%, retraindo para 101,06 dólares.

Esse mau desempenho, de acordo com a Reuters, irritou a Casa Branca, que aventou a possibilidade de deslistar as empresas chinesas que operam nas bolsas de valores dos EUA.

“Cumpram o que assinaram”

acordo comercial com a China

 

O presidente norte-americano Donald Trump descartou veementemente reiniciar do zero o acordo comercial assinado entre Estados Unidos e China em janeiro deste ano.

Segundo o jornal chinês Global Times, a cúpula do governo de Pequim estaria descontente com as críticas de Trump ao país em meio à pandemia de coronavírus e, por isso, dispostas a invalidar o pacto firmado no início do ano.

Em contato com os jornalistas que cobrem diariamente a Casa Branca, Trump foi categórico ao abordar o assunto. E ainda emendou um desafio, em tom de ameaça, ao governo chinês.

“Não estou interessado nisso. Nem um pouco. Vamos ver se eles cumprem o acordo que assinaram”, disparou.

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