Trump ameaça cortar relações com a China

Paulo Amaral
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Crédito: Andrew Harnik/AP

A crise mundial causada pela pandemia de coronavírus estremeceu as relações entre os Estados Unidos e a China. Palavra de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos declarou, em entrevista para a Fox Business Network, que está muito chateado pelo fracasso do país asiático em tentar conter o avanço da Covid-19.

De acordo com Trump, a pandemia de coronavírus marcou negativamente a Fase 1 do acordo comercial entre os países, que havia acabado de ser assinado.

“Eles nunca deveriam ter deixado isso acontecer. Então faço um grande acordo comercial e agora digo que isso não parece o mesmo para mim. A tinta mal tinha secado e a praga veio à tona. E não parece o mesmo para mim”, desabafou.

Cortar relações

Donald Trump está tão transtornado com os últimos acontecimentos que, em sua entrevista, assegurou estar pensando em cortar todas as relações com a China.

“Há muitas coisas que poderíamos fazer. Poderíamos fazer coisas. Poderíamos interromper todo o relacionamento”, ameaçou.

O presidente norte-americano garantiu, no entanto, que segue com o mesmo apreço em relação ao colega Xi-Jinping, principal autoridade política de Pequim.

“Mas eu apenas, nesse momento, não quero falar com ele”, concluiu.

China ignora ameaça e pede ajuda a Trump

Poucas horas depois de Trump dar sua ameaçadora entrevista à Fox Business Network, o governo da China literalmente estendeu as mãos para pedir ajuda aos Estados Unidos.

Segundo a Agência AFP, Zhao Lijian, porta-voz da diplomacia chinesa, pediu a manutenção da boa relação entre os dois países e a colaboração bilateral no combate à pandemia de coronavírus.

“Manter relações estáveis entre a China e os Estados Unidos é do interesse fundamental dos dois povos e da paz e da estabilidade no mundo”, pontuou.

A bronca mais recente de Trump com a China é que o país asiático demorou para divulgar a real situação da pandemia da Covid-19, que teve início no fim do ano passado, em Wuhan.

Na visão do presidente dos Estados Unidos, se o alerta tivesse sido feito da maneira correta, boa parte das mais de 300 mil mortes causadas pela doença ao redor do planeta poderia ter sido evitada.

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