Triunfo (TPIS3) não pode distribuir dividendos e tem tarifa reduzida pela Justiça

Joana Kurtz
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Crédito: Reprodução / Pinterest

A Triunfo Participações está vedada de distribuir lucros e dividendos, bem como foi obrigada a reduzir tarifas, por decisão da Justiça.

A empresa divulgou ao mercado que tomou conhecimento de decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que se refere à ação civil pública de improbidade administrativa proposta pelo Estado do Paraná e pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, estabelecendo nova redução das tarifas de pedágio em 25,77%, nas três praças da subsidiária Econorte.

A decisão cita ainda a vedação na distribuição de lucros e dividendos pela Triunfo e por suas subsidiárias Econorte e Rio Tibagi.

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Em cumprimento à referida decisão, a redução de 25,77% nas tarifas de pedágio das três praças da Econorte ocorrerá a partir de 0h do dia 22 de janeiro de 2020.

A Triunfo reitera que está buscando o restabelecimento das condições contratuais.

A Econorte é alvo de algumas ações civis públicas e ações populares. No início de 2018, a 48ª fase da Operação da Lava Jato, batizada de Integração, tinha entre os seis presos o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR), Nelson Leal.

As suspeitas eram de que o diretor havia recebido propina da concessionária Econorte, para aprovar aditivos que resultaram no aumento da tarifa de pedágio cobrada na rodovia que constitui o chamado Anel de Integração.

Segundo os investigadores, Nelson Leal adquiriu “de forma oculta” um apartamento de luxo em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, no valor de R$ 2,5 milhões.

Deste total, “aproximadamente R$ 500 mil foram pagos em espécie ou com recursos cuja origem não foi identificada nas contas do investigado”, informou na época o procurador Diogo Castor de Mattos, do Ministério Público no Paraná, conforme noticiado pela Agência Brasil. Leal teria sido beneficiado também com o pagamento do aluguel de um iate de luxo.