Transmissão da Money Week: relembre as lives do evento

Redação EuQueroInvestir
Colaborador do Torcedores

De 22 de até a 26 de junho, ocorreu a segunda edição da Money Week

Gratuito e online, o evento, maior do gênero na América Latina, reuniu lives com palestras de alguns dos nomes mais relevantes da economia no país, entre empresários e investidores.

A Money Week foi uma bela oportunidade para aprender, buscar conhecimento e direcionar seus investimentos, inclusive neste período de pandemia.

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Perdeu ou quer rever as lives? Listamos aqui as palestras da Money Week.

Mais pessoas físicas chegam à Bolsa

O esforço tem sido para tentar aproximar a empresa desse novo acionista

A chegada de cada vez mais pessoas físicas à Bolsa de Valores tem colocado um desafio às áreas de relação com investidores (RI) das companhias para facilitar o acesso desse público às informações.

O esforço tem sido para tentar aproximar a empresa desse novo acionista em um contexto em que a cultura do investimento em ações ainda é pequena.

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), Bruno Brasil, afirmou que é uma situação nova para os profissionais da área e as empresas estão se adaptando.

Marília Nogueira, diretora de comunicação da entidade, acrescenta que tem ocorrido um esforço das companhias em melhorar a linguagem das comunicações, a fim de ser compreensível aos novos entrantes.

Eles participaram da live O papel do RI nas empresas, no último dia do Money Week, nesta sexta-feira (26), mediados pela jornalista Fabiana Panachão.

A oportunidade dos juros baixos

 

BC vem tomando as ações corretas para manter a inflação sob controle com juros baixos

Juros nos menores patamares históricos foram outro tema da segunda edição da Money Week. 

“Eu acredito que juro baixo vai continuar”, disse Luiz Cezar Fernandes, diretor da Invixx, para quem o Banco Central vem tomando as ações corretas para manter a inflação sob controle.

Já a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, acrescentou que os juros estão num “patamar estimulativo da demanda”.

“Temos expectativa de juros baixos no médio e longo prazos”, afirmou, em referência ao horizonte de 18 meses a 24 meses, por consequência das altas taxas de desemprego, em meio ao cenário de recessão econômica.

As declarações foram dadas na live que fechou a segunda edição da Money Week, nesta sexta-feira (26).

Grandes empresas pensam a crise para construir

Grandes empresas podem correr o risco de também ficar para trás, sem ações rápidas

No quarto dia da MoneyWeek 2020, a jornalista Fabiana Panachão recebeu por videoconferência o Conselheiro de Administração Profissional da Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Eternit (ETER3) e da Cemig (CMIG4), Marcelo Gasparino, e CFO da Fiat Chrysler, Emanuele Cappellano.

São dois profissionais que estão na linha de frente de grandes empresas.

“Quando a gente fala em crise, sempre encara que empresários micros, pequenos ou médios estão sofrendo muito”, diz Panachão na abertura.

Gasparino e Cappellano falam sobre como as grandes empresas passam pela crise mais aguda deste século.

Diversificação internacional de investimentos

Brasileiros enfrentam entraves que dificultam acesso a investimentos no exterior

Diversificação internacional de investimentos é uma estratégia importante, ainda mais diante da queda da Selic.

No entanto, os brasileiros ainda enfrentam entraves regulatórios que dificultam este acesso, segundo especialistas ouvidos pela jornalista Fabiana Panachão no último dia da Money Week, nesta sexta-feira (26).

Durante a live, Roberto Lee, CEO da Avenue Securities e Gustavo Aranha, Sócio GEO Capital, explicaram que os investimentos dos brasileiros no exterior ainda enfrentam obstáculos.

Atualmente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determina que os fundos destinados ao público em geral só podem colocar até 20% do patrimônio líquido no exterior.

Já os fundos dedicados a investidores qualificados (com mais de R$ 1 milhão) podem aplicar a totalidade dos seus recursos no exterior.

De acordo com os especialistas, esta barreira está em discussão na CVM para ser retirada.

Pior já passou, mas ruídos seguem no mercado

O pico de volatilidade da pandemia do coronavírus já passou, mas os especialistas alertam que ruídos e turbulências continuarão a fazer parte do dia a dia do mercado financeiro até que ocorra uma vacinação em massa contra a doença.

Por isso, o investidor deve adotar muita cautela na hora de tomar suas decisões no curto prazo.

A orientação foi dada pela economista Zeina Latif e pelo sócio analista da Eleven Financial Research, Raphael Figueredo, durante uma live na Money Week.

Planilha de ações: baixe e faça sua análise para investir

Como a tecnologia revolucionou o mercado financeiro

Na tarde desta quinta-feira (25), os participantes da Money Week tiveram a oportunidade de entender como funciona a complexa e eficiente estrutura de tecnologia que torna possível as milhares de transações por segundo no mercado financeiro.

O empreendedor gaúcho Marcos Boschetti, CEO e um dos fundadores da Nelogica, foi o entrevistado da jornalista Fabiana Panachão.

A empresa é líder em plataformas de trading na América Latina. Também processa mais de 50% das ordens de varejo do mercado futuro brasileiro.

Fundada em 2003, a Nelogica acompanhou as diversas mudanças do mercado financeiro brasileiro e cresceu com elas. “Desde o início, tentamos antecipar tendências.”

“É fundamental transformar dados em informação para ajudar o investidor na tomada de decisão”, diz. “O que fizemos foi levar algo que estava no Olimpo dos players institucionais para quem quiser ter acesso.”

Como montar uma carteira de ações equilibrada

MoneyWeek sobre carteira de ações

Primeira dica dos dois na hora de montar uma carteira: conhecer a empresa em que se vai investir

Como montar uma carteira de ações equilibrada? O que é importante ao se escolher a ação de uma empresa? Investir em ativos estrangeiros faz sentido para iniciantes?

Essas e outras perguntas foram respondidas nesta quarta-feira (24) em uma das lives da MoneyWeek.

Betina Roxo, estrategista de ações e sócia da XP Inc, e Marjoel Moreira, fundador do Análise de Ações, foram entrevistados pela jornalista Fabiana Panachão e pelo CEO da EQI Investimentos, Juliano Custodio.

Betina é responsável pelo setor de alimentos e bebidas e faz análise de bolsa. Sua missão, ela resume, é fazer um trabalho investigativo sobre as empresas, concorrentes e setores para ajudar na escolha do melhor papel.

Marjoel é engenheiro de software e criador do perfil Análise de Ações no Instagram, que hoje tem mais de 330 mil seguidores.

O objetivo do canal é levar informação descomplicada e simples para o investidor.

Primeira dica dos dois na hora de montar uma carteira: conhecer a empresa em que se vai investir. “E não só a empresa, mas também seus concorrentes, o setor, o mercado”, diz Betina. “É preciso tempo, muito estudo, e até por isso ter uma assessoria é tão importante.”

CEO do Google: digitalização é janela para empreender

A pandemia fez com que pessoas e empresas tivessem que se digitalizar na marra. Essa imposição trazida pela crise de saúde pública vai significar, mais adiante, oportunidade para startups, fintechs e empreendedores de diversos ramos da economia.

Essa é a avaliação de Fabio Coelho, presidente da operação brasileira de uma das maiores companhias de tecnologia do mundo, o Google.

Ele participou nesta sexta-feira (26) de uma das últimas lives da Money Week, ao lado de Cristina Junqueira, co-fundadora do Nubank.

Os dois falaram sobre os desafios que a pandemia impôs às suas empresas e como enxergam o futuro pós-Covid.

ON e PN: Qual a diferença entre ações preferenciais e ordinárias?

“Hoje eu vejo que metade das viagens de negócios que eu fazia para a Califórnia, por exemplo, podiam ser evitadas”, diz. “O home office pode ser adotado e melhorar a qualidade de vida das pessoas.”

Esses e outros exemplos de digitalização forçada abrem, segundo Coelho, uma reflexão sobre como a sociedade interage. E não só isso: mostra diversas frentes de novos negócios a serem explorados pelos empreendedores.

Varejo pode passar por revolução após pandemia

O empresário Mauro Nomura, que tem lojas da Arezzo, Schultz e Adidas, diz que o momento do varejo no País é de “desconstrução”.

“A receita do bolo mudou, vamos ter que reaprender e colocar o digital no centro da mesa”, afirma. O Grupo Nomura foi fundado em Florianópolis em 1998 e hoje tem operação em três Estados.

Ele participou, nesta terça-feira (23), da MoneyWeek e discutiu com Luciane Effetin, head de distribuição de investimentos do Santander, os impactos da pandemia no setor varejista.

A crise, segundo Nomura, conduziu o varejo brasileiro para uma disrupção. “A convivência da tecnologia com o mundo físico foi acelerada nesse processo. Tivemos que nos digitalizar na marra.”

“Bolsa brasileira está longe de uma bolha”

Nesta segunda-feira (22), a 2ª edição da MoneyWeek reuniu dois nomes reconhecidos no mercado financeiro: Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset, e Luiz Fernando Roxo, sócio da Zeneconomics.

Os dois falaram sobre como a pandemia afetou as bolsas, as relações comerciais e políticas do mundo. Além de como tudo isso reflete nos investimentos.

Questionados sobre a possibilidade estarmos perto de uma bolha na bolsa brasileira, ambos concordaram e foram enfáticos ao dizer que não.

“Se houver uma bolha, ela será global”, disse Spyer, conhecido no mercado também como Touro de Ouro.

“Nossa bolsa é barata, estamos numa situação diferente do resto do mundo”, afirmou Roxo, que tem 95% de seus investimentos em bolsa.

Nos últimos 12 meses, a B3  saiu de 1,4 milhão de investidores pessoas física para 2,5 milhões. Uma parte considerável desse movimento se explica pela queda da taxa básica de juros, que está agora em 2,25%.

FII mostram resiliência frente à crise

 

Número de cotistas continua a crescer e a queda de preços dos imóveis não ocorreu

A indústria dos Fundos Imobiliários tem mostrado maior resiliência diante da crise causada pela pandemia de coronavírus e contrariado prognósticos feitos em março, quando o mundo virou de cabeça para baixo.

O índice que apura o desempenho dos FII na bolsa, o IFIX, registra uma queda próxima de 12% no ano, contra um recuo na casa dos 25% do Ibovespa, o principal índice de ações do Ibovespa.

O número de cotistas continua a crescer mês a mês e a queda de preços e demanda por imóveis, que poderia comprometer o desempenho da indústria, não se verificou na maioria das principais regiões.

A avaliação foi feita pelo professor de Finanças e apresentador do Fundos Imobiliários, Arthur Vieira de Morais, e pelo CEO e sócio-fundador do Clube FII, Rodrigo Cardoso.

Eles participaram da live Fundos Imobiliários: Cautela pode revelar boas oportunidades, no penúltimo dia da MoneyWeek, com mediação da jornalista Fabiana Panachão.

Pandemia foi um educador financeiro

Saber proteger o dinheiro de si próprio é um dos principais desafios de quem quer entrar no mundo dos investimentos.

A dica é de dois importantes profissionais dedicados à educação financeira e ao comportamento do investidor, Vera Rita de Mello Ferreira, professora e coordenadora da Vértice Psi, e Mauro Calil, especialista em finanças da Academia do Dinheiro.

Eles participaram da live Psicologia Econômica: Como Lidar Melhor Com Seu Dinheiro, nesta quarta-feira (24), terceiro dia da MoneyWeek, com mediação da jornalista Fabiana Panachão.

Educação financeira é fundamental

As pessoas sentiram na pele a necessidade de se ter uma reserva de emergência

A educação financeira na era digital foi o tema da live de abertura do segundo dia do MoneyWeek, nesta terça-feira (23).

O professor de finanças independente, Edgar Abreu, e o professor especializado em certificações financeiras Lucas Silva debateram o tema, com mediação do CEO da EQI Investimentos, Juliano Custodio, e da jornalista Fabiana Panachão.

Para os entrevistados, a crise recente causada pela pandemia do coronavírus tem como dado positivo o fato de acelerar a percepção de importância da educação financeira.

Isso porque as pessoas sentiram na pele a necessidade de se ter uma reserva de emergência.

Para Abreu, é possível que agora haja um boom de busca por informações.

Hoje, por uma questão cultural, as pessoas possuem uma trava para falar de dinheiro e de organização financeira.

Segundo Lucas Silva, isso está associado ao fato de o país ter atingido a estabilidade econômica apenas recentemente. Até 1994, os altos índices de inflação não permitiam previsibilidade e não se guardava dinheiro.

Oportunidade em renda fixa, apesar de queda da Selic

A coordenadora de análise de renda fixa da XP Investimentos, Camila Dolle, e o gestor de Renda Fixa do Banco Plural, Rafael Zlot, encerraram a série de lives do primeiro dia da MoneyWeek nesta segunda-feira (22).

Os profissionais debateram o corte na taxa Selic, que caiu a 2,25% e o que se pode se esperar dos investimentos de renda fixa nesse novo cenário, com mediação da jornalista Fabiana Panachão.

Na opinião dos especialistas, apesar da rentabilidade estar em queda, ainda é possível encontrar alternativas para tentar garantir ganhos. “É preciso estudar um pouco mais para buscar as melhores opções”, enfatiza Camila.

“Antigamente era só deixar os recursos em uma aplicação passivamente e ela rendia até dois dígitos. Agora não mais”, complementou Rafael Zlot.

Startups inspiram empresas a buscar inovação

A transformação cultural imposta pela pandemia de coronavírus acelerou um processo que, possivelmente, levaria mais um bom tempo e, em alguns casos, nem aconteceria: a aproximação de grandes empresas tradicionais com as startups.

Seja por meio de aquisições, investimentos, parcerias ou apenas servindo de inspiração, o modelo de gestão realmente apoiada em tecnologia e na capacidade de fazer mais com menos recursos e menos pessoas agora é meta para toda empresa.

João Kepler Braga, investidor-anjo da Bossa Nova Investimentos e Ricardo Natale, CEO e co-fundador do Experience Club, discutiram esta questão na live “Investindo em startups: inovação para empresas tradicionais”.

O debate fez parte da programação da Money Week desta quinta-feira (25).

Fundos de ações aproveitam crise para reciclar carteiras

”Na bolsa você tem a elite das empresas, então a recuperação tende a ser mais rápida”, disse Bredda

Embora tenha sido traumática, a queda no preço das ações ocorrida em março foi uma oportunidade para os fundos de ações reciclarem suas carteiras.

Em live realizada no terceiro dia da Money Week, alguns dos maiores especialistas em ações do Brasil falaram sobre suas estratégias.

O gerente de portfólio da Alaska Asset Management, Henrique Bredda, e o sócio fundador da Real Investor Cesar Paiva, mostraram estar otimistas sobre a recuperação do mercado.”Na bolsa você tem a elite das empresas, então a recuperação tende a ser mais rápida”, disse Bredda.

Ambos disseram estar mais ocupados olhando as perspectivas de longo prazo das empresas do que os próximos trimestres.

Startups são opções para diversificar investimentos

Para quem busca diversificação, investir em startups é uma opção promissora no médio e longo prazos. Ela promete valorizações altas, mas é preciso fazer o alerta: tem baixa liquidez e alto risco.

Na programação desta sexta-feira (26) da Money Week, João Kepler Braga, parceiro e investidor-anjo da Bossa Nova Investimentos; e Janguiê Diniz, fundador e presidente do grupo Ser Educacional, discutiram as startups na visão do investidor.

Segundo eles, é possível se tornar um investidor em startups com recursos a partir de R$ 50 mil. Além dos recursos, é preciso coragem e ousadia.

“Ao invés de deixar seu dinheiro na renda fixa ou variável, você vai apostar em negócios que podem ser gigantes no futuro, mas que agora precisam de apoio e incentivo”, disse Kepler, que revelou direcionar 10% do total de seus investimentos para startups.

Investidor perde dinheiro por falta de foco e paciência

O mercado de ações é rodeado de notícias, especulações e mudanças repentinas de cenário. Com isso, muitos investidores se perdem querendo tomar decisões de curto prazo e se deixando levar pelas emoções.

De acordo com alguns dos maiores especialistas em ações ouvidos hoje pela Money Week, o segredo para ter sucesso no mercado de ações é justamente o contrário: manter a calma, o foco no longo prazo, e cuidar do rebalanceamento periódico da carteira.

A orientação foi dada em uma conversa ao vivo entre o fundador da EQI, Juliano Custodio, o sócio fundador da Real Investor Cesar Paiva e o gerente de portfólio da Alaska Asset Management, Henrique Bredda.

B3 (B3SA3) vê mudança cultural de investimento

Com a queda dos juros básicos da economia, que chegaram na última reunião do Comitê Política Monetária (Copom) a 2,25% ao ano, com possibilidade de chegar a menos de 2% ao final de 2020, os brasileiros vão cada vez mais sendo levados à Bolsa de Valores.

Em maio de 2020, apesar da pandemia do novo coronavírus, que poderia espantar o investidor, dada a alta volatilidade que se viu, a B3 (B3SA3) informou que o número de CPFs que investem na bolsa chegou a 2.483.286, um aumento expressivo de 47,72% com relação a 2019.

A jornalista Fabiana Panachão entrevistou o gerente de relacionamento da B3, Felipe Paiva; e o diretor de desenvolvimento de negócios da TradeMap, Nelson Massud, sobre essa onda de novos investidores buscando conhecimento para adentrar no mundo das ações.

Isso passa por educação financeira, muita informação disponível clara e objetiva, algo que fale a língua do investidor não versado, maior mix de produtos e fomentar o ecossistema a funcionar.

“A mudança cultural de investimento no país está aumentando. A Bolsa pode ser sinônimo de poupança e não o contrário”, prega Paiva, lembrando que o brasileiro sempre foi partidário da caderneta de poupança.

Cenário macro é favorável ao Brasil após a crise

Na última live do terceiro dia da MoneyWeek 2020, a jornalista Fabiana Panachão recebeu o gestor de fundos da Dahlia Capital, José Rocha, e a economista Marcela Rocha, da Claritas Investimentos, para falar sobre macroeconomia.

Num cenário de juros baixos, com a taxa Selic a 2,25% ao ano e inflação controlada, os dois analistas explicam como isso se dá em termos de novidade histórica no país.

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José Rocha começa dando um apanhado do cenário macroeconômico brasileiro nos últimos anos, até 2016, para explicar a lógica de alta e baixa do dólar e da entrada de dinheiro estrangeiro no país.

“Qual era a relação entre a Bolsa e o dólar no Brasil nos último 15, 20, 30 anos? A Bolsa subia, o dólar caía; a Bolsa descia, o dólar subia. De 2016 para frente, essa relação começa a se perder”, ressalta.

A importância do planejamento e da reserva de dinheiro

A pandemia de coronavírus pegou o mundo desprevenido e quem não tinha reserva de emergência aprendeu da pior maneira possível o quanto ela é fundamental para todo tipo de investidor, seja ele conservador, moderado ou agressivo.

“Acho que ninguém jamais esperou recorrer à reserva de emergência em meio a uma pandemia mundial. Por esta, ninguém esperava”, afirmou a apresentadora Fabiana Panachão, que mediou o debate sobre Planejamento financeiro para montar uma carteira de investimentos diversificada, dentro da programação da Money Week.

Ela recebeu como convidados Annalisa Dal Zotto, planejadora financeira e sócia da ParMaris, e André Massaro, educador financeiro e autor de livros sobre o tema.

Investimento em criptomoedas cresce apesar da crise

Uma opção de moeda segura, em crescimento constante e que se valorizou até mesmo durante a pandemia de coronavírus. Assim podem ser definidas as criptomoedas.

Durante live da MoneyWeek desta terça-feira (23), a mediadora Fabiana Panachão recebeu Safiri Felix, diretor executivo da Abcripto; Ricardo Da Ros, gerente nacional da Ripio; e Juliano Custódio, fundador da EQI Investimentos, para explicar como as criptomoedas vêm se destacando como investimento que cresce apesar da crise.

No debate, o dinheiro digital sem intermediários foi apresentado como uma possibilidade promissora, especialmente para quem busca diversificar seu portfólio.

No primeiro trimestre de 2020, as criptomoedas movimentaram mais de R$ 26 bilhões, segundo a Receita Federal. E, mesmo no cenário de desaceleração econômica observado a partir de março, devido às medidas de isolamento social, já retornou aos patamares de janeiro.

Conhecer o próprio negócio é fundamental às startups

O primeiro passo para quem deseja ter uma startup de sucesso é ter total clareza quanto à resposta a uma única pergunta: qual a dor que o seu negócio se propõe a sanar?

São muitos os empreendedores que falham, justamente por saírem em busca de financiamento sem “fazer a lição de casa primeiro”, compreendendo a razão de existir de seus negócios.

Tal questão norteou a live “Investindo em startups na visão do empreendedor”, parte da programação da Money Week desta quarta-feira (24).

Para o debate, foram recebidos João Kepler Braga, parceiro e investidor anjo, da Bossa Nova Investimentos, Edson Mackeenzy, diretor de investimentos da TheVentureCity, e Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups.

Os três pilares da reserva de emergência

“Educação financeira e planejamento não são estratégias culturais no Brasil”

O penúltimo dia da 2ª edição da MoneyWeek levou para os inscritos na plataforma um tema que, em tempos de pandemia, interessa a 99,99% da população do País.

O assunto em questão foi “Finanças Pessoais: Começando pela Reserva de Emergência”. Ana Laura Magalhães, fundadora e estrategista de Conteúdo da XP Inc., e Murilo Duarte, sócio-proprietário da Favelado Investidor, foram sabatinados pela jornalista Fabiana Panachão.

Os dois jovens especialistas da área puderam mostrar suas visões na MoneyWeek sobre algo que ainda é bastante nebuloso para boa parte dos brasileiros e, claro, dar dicas para que todos possam aprender como administrar melhor o dinheiro e enfrentar os tempos difíceis que virão.

“Quando a gente fala de educação financeira e planejamento, é algo que não é cultural no Brasil, independente da pessoa ter ou não muito dinheiro”, pontuou Murilo, que desde 2015 toca o projeto para levar informação financeira às pessoas da comunidade.

Meirelles: Reforma tributária manterá arrecadação

“Estado mínimo é não ter estatais desnecessárias, o governo não tentar ser empresário”, disse

A 2ª edição da MoneyWeek teve início nesta segunda-feira (22) com um nome de peso do cenário político e econômico do País: Henrique Meirelles.

Candidato à presidência da República nas eleições em 2018, o agora Secretário da Fazenda e Planejamento do Governo do Estado de São Paulo abordou o tema “Ações do governo de São Paulo e gestão de contas públicas com o impacto da Covid-19”.

O desafio de gerenciar as contas do maior Estado do País em meio à pandemia de coronavírus e de ajudar o governador João Doria a adaptar o cenário econômico ao “novo normal” foi apenas um entre os muitos pontos abordados por Meirelles durante a entrevista conduzida pela jornalista Fabiana Panachão e por Juliano Custodio, CEO da EQI Investimentos.

“Estado mínimo é aquele que se dedica, atende e provê os serviços básicos, que não podem ser providos pelo setor privado: saúde, segurança e educação. Estado mínimo é não ter estatais desnecessárias, o governo não tentar ser empresário”, pontuou.

Maia prevê votação da reforma tributária até agosto

“Não adianta apenas cortar despesas. Precisamos que o país volte a crescer de forma sustentável”

A 2ª edição da MoneyWeek teve sequência nesta terça-feira (23), com mais um nome de peso do cenário político e econômico do País: Rodrigo Maia.

O presidente da Câmara dos Deputados conversou com a jornalista Fabiana Panachão e com Juliano Custodio, CEO da EQI Investimentos, sobre a “Atuação do Congresso Nacional no combate à crise econômica” que afeta o Brasil em meio à pandemia de coronavírus.

O principal assunto abordado pelo deputado federal do DEM-RJ foi em relação às reformas tributária e administrativa, ainda pendentes no País, e fundamentais para a retomada econômica.

“Acho que a tributária vai continuar andando. Temos julho e agosto para debater e votar”, adiantou.

“No Parlamento há um convencimento que só as reformas que tratam da redução ou controle das despesas não farão o Brasil voltar a crescer. Temos um problema de ambiente de negócios no Brasil e de segurança jurídica para os investidores que precisa de uma solução”, pontuou.

“Para o Brasil passar por esse momento a médio e longo prazo não adianta apenas cortar despesas. Precisamos que o Brasil volte a crescer de forma sustentável e, sem a reforma tributária, isso é impossível”, completou o presidente da Câmara.