Trafalgar: investidor precisa evitar o medo em momentos de volatilidade

Osni Alves
Jornalista

Inspirada na história do almirante britânico Nelson, que mesmo em desvantagem e navegando em mar revolto se sobrepôs aos navios franceses e espanhóis, em 1805, a Trafalgar Investimentos também flutua em mar encapelado.

“Dada a volatilidade do mercado, o investidor precisa evitar o medo, quando se está em baixa, bem como a ganância, quando os índices são favoráveis”, orienta o sócio fundador Roberto Chagas.

Com essa motivação, a empresa paulistana administra uma carteira de R$ 1,2 bilhão atuando em duas frentes distintas: o mercado brasileiro e o latino-americano. “Temos ativos no Brasil, Chile, Colômbia e México”, diz.

Apesar das nuances político-econômicas no Brasil, “o país ainda é o melhor longo prazo frente seus pares latino-americanos”, destaca.

Ele ressalta que a Trafalgar se pauta pela “preservação do patrimônio do cliente por meio de hedges e outras ferramentas.”

O mecanismo, conforme Chagas, consiste em assumir posição comprada ou vendida em um derivativo (contratos futuros, opções, termo) ou investimento, visando minimizar ou eliminar riscos.

A gestora atua em três famílias de fundos: fundos de investimento em cotas; fundos de investimentos em ações e os long biased, que são fundos de ações que podem ganhar até com a queda no preço de um papel.

Da fixa para a variável

De acordo com o também sócio fundador Ettore Marchetti, outra missão da Trafalgar é municiar o cliente com toda informação possível, de maneira que se sinta confortável para migrar do fundo de renda fixa para a variável.

“Nossa experiência internacional e os estudos de mercado que promovemos incentiva a buscar estruturas com mais risco, objetivando um prêmio maior do que obteria com Selic, poupança e imóveis”, destaca.

Isso porque, diz, o investidor bem treinado enxerga tanto os riscos possíveis, quanto os retornos mensuráveis. “Obviamente, quanto maior o risco, mais prazo se faz necessário”, declara.

Coronavírus como cenário

Gestora e analista de renda variável, Aline Cardoso lembra que a economia enfrenta turbulências de todos os tipos. “O coronavírus balançou o mercado financeiro e trouxe sintomas macroeconômicos.”

A fala da especialista faz menção à abertura da Bolsa de Valores na última semana de fevereiro. O mercado foi estremecido pela confirmação de um brasileiro portando em seu organismo a doença que se originou na China.

Ela explica que essa volatilidade faz parte do jogo e que todo tipo de instabilidade é passageira. “Isso faz com que a Trafalgar tenha cenários alternativos em seu DNA”, diz.

Para ela, “trata-se de um DNA de risco-retorno, pois a companhia está forjada por meio de processos robustos.”

O almirante

A Trafalgar tem em seus quadros 14 especialistas com muitos anos de mercado e experiências internacionais. A empresa é capitaneada por Paulo Corchaki, ex-diretor estatutário do Itaú, onde geria R$ 300 bilhões em ativos.

Hoje CEO da companhia, ele exerceu o mesmo cargo no Banco Suíço (UBS Wealth Management no Brasil).

Corchaki foi ainda Chefe de Investimento do HSBC Asset Management e Chefe de Renda Fixa local e internacional no BBA Capital e Banco Interatlântico.


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