Traders europeus defendem uma jornada mais curta de trabalho

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Uma pesquisa inédita feita pela Bloomberg News revela que quem trabalha com mercado financeiro na Europa gostaria de ter uma jornada de trabalho menor.

Para 74% dos 114 profissionais entrevistados em toda a Europa, incluindo traders, analistas e gestores de fundos, seria ideal reduzir as atuais 8 horas e meia para 6 horas e meia.

Duas entidades, inclusive, já elaboraram propostas a respeito, enumerando razões para a redução da jornada, que incluem a concentração da liquidez na primeira e na última hora de negociação, o curto espaço de tempo entre a divulgação dos comunicados corporativos e a abertura do mercado e a necessidade de melhorar o equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal.

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A Associação de Mercados Financeiros da Europa (AFME) e a Associação de Investimentos dos Gestores de Ativos do Reino Unido têm propostas para reduzir a jornada da bolsa em 90 minutos.
“Reduzir o horário de negociação melhorará a eficiência do mercado”, defende Matthew McLoughlin, chefe de operações da Liontrust Investment Partners. “Não há benefício em espalhar liquidez por um período maior do que o necessário”, afirmou à reportagem da Bloomberg.

A Europa tem a mais longa jornada entre as bolsas do mundo todo. Na China, os mercados funcionam por 4 horas ao dia. No Japão, 4 horas e meia. Nos Estados Unidos, 6 horas e meia. No Brasil, a Bovespa funciona por 7 horas ao dia.

A redução de uma hora de expediente por dia é defendida por 51% dos entrevistados. Já 34% querem 1 hora e meia a menos.