Títulos indexados ao IPCA têm desvalorização diária desde a alta da Selic

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Pixabay

Os títulos públicos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) com prazos de vencimentos maiores do que cinco anos apresentam desvalorização diária desde 18 de março, um dia após o anúncio de alta da Selic para 2,75%.

Os movimentos são refletidos pelo IMA-B5+, índice da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) que acompanha as NTN-Bs.

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Perda acumulada

Entre o dia 18 e o meio-dia desta quinta-feira (25), o IMA-B5+ registrava perda acumulada de 3,17%.

O movimento reverte a trajetória do índice em março: a rentabilidade acumulada no mês, que era positiva até o dia 18 em 0,76%, agora apresenta queda de 2,43%.

No resultado de janeiro até 25 de março, o índice tem desvalorização de 6,31%.

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Trajetória

Essa trajetória de queda do IMA-B5+ após a decisão do Copom (Comitê de Políica Monetária, do Banco Central) reflete as apostas do mercado quanto ao aumento dos juros em longo prazo.

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Fundos de investimento: captação líquida positiva

Os fundos de investimento registraram captação líquida positiva de R$ 46,3 bilhões entre os dias 1º e 19 de março, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Esse valor é a diferença entre os R$ 535,3 bilhões de aportes e R$ 489 bilhões de resgates no período.

Entre 15 e 19 de março, a indústria teve captação líquida positiva de R$ 8,4 bilhões.

á os fundos de renda fixa tiveram saldo positivo de R$ 6,4 bilhões. Os fundos de ações e multimercados registraram R$ 1,2 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.

Os fundos estruturados, FIDCs e FIPs, também tiveram captação líquida positiva, mas resultado de movimentos concentrados.

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Os FIDCs registraram R$ 1,1 bilhão (um fundo sozinho aportou R$ 808 milhões) e os FIPs tiveram saldo líquido de R$ 195,5 milhões (dois aportes concentrados de R$ 260 milhões e um resgate de R$ 120 milhões).

Segundo a Anbima, as demais classes tiveram resgates líquidos no período.

Foi o caso da previdência com R$ 805 milhões, dos ETFs com R$ 712,4 milhões e dos cambiais com R$ 41,3 milhões.

Desde 1º de janeiro deste ano, a indústria de fundos acumula captação líquida positiva de R$ 90,7 bilhões e patrimônio líquido de R$ 6,2 trilhões.