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Título Público: Qual é o melhor para investir? – Tesouro Direto

Título Público: Qual é o melhor para investir? – Tesouro Direto
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Antigamente quando  acessávamos o site do tesouro direto  para comprar um título público, abria uma lista com NTNB, LTN, LFT, NTN-F e NTN-C, essas nomenclaturas deixavam os investidores confusos e sem saber qual título escolher, agora,  o Tesouro Direto, que é uma plataforma que o governo disponibiliza para pessoas comprarem Títulos Públicos com mais agilidade,  se modernizou e trocou a “sopa de letrinhas” por classe de ativos, exemplo: Indexados ao IPCA, Prefixados e  Indexados à taxa Selic.

Ficou mais fácil escolher?

Agora você sabe qual o melhor título para aposentadoria?

Qual o melhor para liquidez diária (reserva de emergência)?

Não!?

Se você ainda tem dúvidas continue lendo este artigo que irei explicar tudo que você precisa saber para escolher o melhor investimento para o seu momento de vida.

Os Títulos Públicos, possuem rentabilidades e prazos diferentes, portanto, antes de escolher o melhor investimento, você precisa definir o motivo do seu dinheiro.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Por exemplo: O dinheiro que você guarda para a sua aposentadoria não deve estar em Indexados à taxa Selic e o dinheiro de emergência ou capital de giro, não deve estar em IPCA+.

1º) Vamos começar com os INDEXADOS AO IPCA

Se o seu objetivo é aposentadoria ou deseja investir a longo prazo, acima de 3 anos, opte pelo tesouro IPCA+, esse investimento possui uma taxa prefixada mais a inflação. Ou seja, se você quer ver seu dinheiro sempre acima da inflação, essa é pode ser melhor opção, porém, se resgatar o dinheiro antes do prazo de vencimento, poderá haver prejuízo.  Esses títulos sofrem a chamada marcação a mercado e vou explicar esse conceito logo abaixo, mas antes, vou explicar o que é IPCA.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medido mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi criado com o objetivo de oferecer a variação dos preços no comércio para o público final.

O IPCA é considerado o índice de inflação oficial do país.

Esse indicador busca refletir o custo de vida de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, além do Distrito Federal e do Município de Goiânia.

Então, o IPCA é utilizado pelo banco central como indicador oficial do Brasil e o governo utiliza como referência para verificar se a meta estabelecida para inflação está sendo cumprida. Se você ficou interessado em acompanhar  a meta do governo e saber quanto o IPCA pode subir ou cair, acompanhe o relatório FOCUS no site do Banco Central 

Agora que você já sabe tudo sobre Inflação vamos aos títulos IPCA+ (NTNBs)

Há dois tipos de IPCA+ – Os que pagam juros Principais e os que pagam juros Semestrais.

Juros Principal

Ele proporciona rentabilidade real, ou seja, garante o aumento do poder de compra do seu dinheiro, pois seu rendimento é composto por duas parcelas: uma taxa de juros prefixada e a variação da inflação (IPCA). Desse modo, independente da variação da inflação, a rentabilidade total do título sempre será superior a ela. A rentabilidade real, nesse caso, é dada pela taxa de juros prefixada, contratada no momento da compra do título.

  • Possui fluxo de pagamento simples, isto é, você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título. Em outras palavras, o pagamento ocorre de uma só vez, no final da aplicação. Sendo assim, é mais interessante para quem pode esperar para receber o seu dinheiro até o vencimento do título (ou seja, quem não necessita complementar sua renda desde já).
  • Caso necessite vender o título antecipadamente, o Tesouro Nacional pagará o seu valor de mercado, (veremos sobre marcação a mercado mais adiante), de modo que a rentabilidade poderá ser maior ou menor do que a contratada na data da compra, dependendo do preço do título no momento da venda.

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Juros Semestrais  

Também proporciona rentabilidade real, ou seja, garante o aumento do poder de compra do seu dinheiro, pois seu rendimento é composto por duas parcelas: uma taxa de juros prefixada e a variação da inflação (IPCA)

  • É mais interessante para quem deseja utilizar o rendimento para complementar sua renda a partir do momento da aplicação, pois faz pagamento de juros a cada semestre, diferentemente do Tesouro IPCA+(NTN-B Principal). Isso significa que o rendimento é recebido pelo investidor ao longo do período da aplicação, em vez de receber tudo no final. Os pagamentos semestrais, nesse caso, representam uma antecipação da rentabilidade contratada.
  • Cabe destacar, adicionalmente, que no pagamento desses recebimentos semestrais há incidência de imposto de renda (IR), obedecendo a tabela regressiva. Desse modo, se você planeja reinvestir os valores recebidos a cada seis meses, é mais interessante investir em um papel que não paga juros semestrais. Esse tipo de título, no qual o imposto de renda é recolhido apenas no final da aplicação, garante que a taxa de rentabilidade incida sobre um montante superior, ou seja, sobre uma maior base, já que não sofreu reduções em função da incidência do IR nos eventos de pagamento de juros semestrais. Isso beneficia a rentabilidade final da aplicação.
  • Na data de vencimento do título, você resgata o valor investido atualizado pela inflação acrescido do último pagamento de juros semestrais.

Também a possibilidade de resgate antecipado e ficará sujeito a marcação a mercado.

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Mas o que é Marcação a Mercado?

OK, vou explicar esse conceito antes de continuar esse artigo:
Marcação a mercado é o preço que que o título está sendo negociado no mercado secundário naquele momento. Desta forma, havendo queda nos preços negociados no mercado, o saldo do investidor cairá. Por outro lado, se houver valorização do título, o saldo do investidor irá se elevar.

Essa é a mesma mecânica dos fundos de investimento, que fazem a marcação a mercado de seus ativos, com base em recomendação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de valores mobiliários.

Porém, uma coisa nunca muda: se você mantiver os títulos até a sua data de vencimento, receberá o valor correspondente à rentabilidade pactuada no momento da compra, independente das variações do preço do título ao longo da aplicação.

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Já no caso da venda antecipada, o Tesouro Nacional recompra o título com base em seu valor de mercado. Com isso, o retorno da aplicação poderá ser diferente do acordado no momento da compra, dependendo do preço do título no momento em que você queira vendê-lo.

Aqui vai um exemplo que tirei do site do tesouro direto:

 

Um investidor compra o título Tesouro Prefixado (LTN) com vencimento em 1° de janeiro de 2014 no dia 1º de agosto de 2011, a um preço de R$ 793,97 e a uma taxa de 10%. Suponha que ele decida vender esse título antecipadamente, no dia 03 de maio de 2013.

Nesta data, o preço do título é de R$ 955,17. Sob essas condições, a rentabilidade obtida pelo investidor com a venda antecipada seria equivalente a uma taxa de 11,17% a.a., superior, portanto, àquela contratada no momento da compra. Logo, na venda antes do vencimento, o retorno da aplicação poderá ser diferente do acordado no momento da compra, dependendo do preço do título na data em que o investidor decidir vendê-lo.

No exemplo apresentado, o investidor obteve uma taxa bruta de rentabilidade (11,17% a.a.) maior que a contratada no momento da compra (10% a.a.), mas ela também poderá ser menor que a contratada, a depender das condições do mercado no momento da venda.

No gráfico abaixo é possível visualizar a diferença de rentabilidade obtida em caso de venda antecipada ou de venda na data vencimento:

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linha azul apresenta o comportamento do preço do papel supondo que a taxa contratada no momento da compra, 10% a.a., se mantenha inalterada até o vencimento do papel.

Em termos técnicos, ela representa a evolução do preço do título na curva, ou seja, a apropriação natural de juros até a data de vencimento.

A linha verde, por sua vez, mostra o preço de mercado do título. Nos momentos em que a  linha verde está acima da linha azul, o investidor obteria rentabilidade maior à contratada caso vendesse antecipadamente.

Nas datas em que a linha azul está acima da verde, a rentabilidade do investidor seria menor que a contratada no caso de venda antecipada.

Ficou claro esse conceito sobre marcação a mercado?

2) Seguindo com a nossa explicação sobre os títulos do tesouro, você vai entender sobre o Tesouro Prefixado:

Esse investimento é ideal para quem já quer saber quanto vai ganhar no dia do vencimento. Pode ser um excelente investimento para os momentos de queda da taxa básica de juros, mas, você também precisa ter cuidado com o resgate antecipadamente, pois também são precificados com a marcação a mercado. (conceito que já expliquei acima).

O Tesouro disponibiliza 2 tipos de Prefixados LTN  e NTN-F:

Tesouro Prefixado (LTN)

  • Possui fluxo de pagamento simples, isto é, você receberá o valor investido acrescido da rentabilidade na data de vencimento ou resgate do título. Em outras palavras, o pagamento ocorre de uma só vez, no final da aplicação. Sendo assim, é mais interessante para quem pode esperar receber o seu dinheiro até o final do período do investimento, ou seja, é indicado para quem não necessita complementar sua renda desde já.
  • Mantendo o título até o vencimento, você receberá R$1.000,00 para cada unidade do papel (se você comprar uma fração de título, o recebimento será proporcional ao percentual adquirido). A diferença entre esse valor recebido no final da aplicação e o valor pago no momento da compra representa a rentabilidade do título.
  • Caso necessite vender o título antecipadamente, o Tesouro Nacional pagará o seu valor de mercado, de modo que a rentabilidade poderá ser maior ou menor do que a contratada na data da compra, dependendo do preço do título no momento da venda.

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Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F)

  • É mais indicado para quem deseja utilizar seus rendimentos para complementar sua renda a partir do momento da aplicação, pois esse título faz pagamento de juros a cada seis meses. Isso significa que o rendimento é recebido pelo investidor ao longo do período da aplicação, diferentemente do título Tesouro Prefixado (LTN). Os pagamentos semestrais, nesse caso, representam uma antecipação da rentabilidade contratada.
  • Cabe destacar, adicionalmente, que no pagamento desses rendimentos semestrais há incidência de imposto de renda (IR), obedecendo a tabela regressiva.

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Desse modo, se você planeja reinvestir os valores recebidos a cada seis meses, é mais interessante investir em um papel que não paga juros semestrais. Um título no qual o imposto de renda é recolhido apenas no final da aplicação garante que a taxa de rentabilidade incida sobre um montante superior, ou seja, uma maior base, pois não sofre reduções em função dos descontos do IR nos eventos de pagamentos de juros semestrais. Isso beneficia a rentabilidade final da aplicação.

Mantendo o título até o vencimento, você receberá R$1.000,00 acrescido do último pagamento de juros semestrais. Caso necessite vender o título antecipadamente, o Tesouro Nacional pagará o seu valor de mercado, de modo que a rentabilidade poderá ser maior ou menor do que a contratada na data da compra, dependendo do preço do título no momento da venda.

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Por último, temos os Títulos Pós-fixados: Para aquele dinheiro que você quer guardar como reserva de emergência, capital de giro, trocar de carro ou até mesmo fazer uma viagem em um curto espaço de tempo  o melhor título é o Tesouro Selic.

Tesouro Selic (LFT)

É atrelado a taxa básica de juros, tende a render mais que a poupança e você não tem sustos quando resgatar o dinheiro antes do prazo de vencimento.

O valor de mercado desse título apresenta baixa volatilidade, evitando perdas no caso de venda antecipada. Por essa razão, é considerado um título indicado para um perfil mais conservador. É indicado também para o investidor que não sabe exatamente quando precisará resgatar seu investimento.

O fluxo de pagamento desse título é simples, isto é, não faz o pagamento de juros semestrais. Sendo assim, ele é mais interessante para quem pode esperar para receber o seu dinheiro até o final do período da aplicação (ou seja, quem não necessita complementar sua renda desde já).

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Aqui vai uma dica!

Antes de pensar em escolher o melhor investimento, escolha o objetivo para o seu dinheiro.  Defina com clareza qual o prazo e mantenha foco! – Lembre-se, não existe milagres nos investimentos!

Espero ter ajudado e se ficou alguma dúvida, seguem meus contatos logo abaixo.

 

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Miguel Severo

Miguel Severo é um Colaborador do Portal EuQueroInvestir.

Contato: miguel.severo@euqueroinvestir.com

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