Tipos de aplicações financeiras: quais são e como escolher?

Regiane Delfino Medeiros
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Crédito: creativeart - br.freepik.com

Separamos algumas dicas especiais sobre como escolher as melhores aplicações

É cada vez maior a quantidade de produtos financeiros à disposição no mercado.

Em meio a um emaranhado de códigos e letras, muitas vezes o investidor fica perdido. Sem saber quais são os tipos de aplicações financeiras nem  como escolher as melhores

Por esse motivo, relacionei abaixo algumas aplicações financeiras mais comuns em renda fixa. Além disso, há também algumas dicas especiais sobre como escolher as melhores aplicações.

Tipos de aplicações financeiras

Entre os principais tipos de aplicação financeira na renda fixa podemos citar:

  • Tesouro Direto

É uma plataforma do Governo Federal onde o investidor pode comprar títulos do Governo de forma simplificada. Os títulos que podem ser encontrados na plataforma se dividem basicamente em três categorias:

  1. Tesouro Selic: Com remuneração atrelada a taxa Selic.
  2. Tesouro prefixado: Com rentabilidade fixada no momento da contratação.
  3. Tesouro IPCA: Paga uma taxa de juros fixa mais o IPCA que estiver em vigor no momento do resgate.

A verdade é que a aplicação financeira em títulos do Tesouro se popularizou muito nos últimos tempos. Principalmente porque ele oferece uma segurança tão grande quanto a poupança e ainda rende mais.

  • Certificado de Depósito Bancário – CDB

Ao adquirir um CDB é você quem empresta dinheiro para o banco.

Na prática funciona da seguinte maneira: O banco emite o título e coloca a disposição no mercado, diretamente ou por meio de uma corretora. O investidor interessado compra e recebe a promessa de pagamento futuro do valor investido mais os juros do período.

O CDB pode ser de três tipos:

  1. prefixado: com taxa de rentabilidade fixa
  2. pós-fixado: com taxa de rentabilidade atrelada à um indicador como Selic e CDI
  3. híbrido: com uma taxa de rentabilidade fixa mais uma taxa atrelada à algum indicador como IPCA, Selic, CDI.

  • Fundos de Investimentos em Renda Fixa

Fundos de investimentos são um instrumento financeiro destinado a captar recursos de forma coletiva.

O Fundo se divide em cotas e os participantes são denominados cotistas, sendo que todos possuem direitos e deveres iguais independentemente do número de quotas de cada um.

Além disso, o fundo é gerenciado por um administrador e por esse motivo é cobrado uma taxa de administração do fundo.

Os fundos se dividem em quatro tipos: ações, multimercado, renda fixa e cambial.

  • Debêntures

As debêntures são títulos de renda fixa emitidos apenas por sociedades anônimas para financiarem as operações da própria empresa como capital de giro e financiamento de projetos de investimentos.

Uma transação envolvendo debêntures lembra muito um empréstimo. Nesse contexto o debenturista (comprador) entrega o dinheiro à Companhia e recebe um  título que garante o recebimento de juros e do valor do principal em uma data futura.

Sendo assim, o debenturista torna-se credor e não acionista como ocorre no mercado de ações.

Como escolher as melhores aplicações financeiras?

Na verdade não existe a melhor aplicação financeira e sim a mais adequada a seus objetivos. Mas, de qualquer forma, antes de fazer qualquer investimento é bom ficar atento às seguintes questões:

  • Objetivos

Antes de investir você precisa ter muito claro na sua mente quando irá precisar do dinheiro. Ou seja, você precisa definir estratégias de investimentos para o curto, médio e longo prazo.

Porque só dessa maneira poderá escolher a melhor aplicação alinhada a seus objetivos. Por exemplo, se você vai aplicar um dinheiro que precisará resgatar em 6 meses, então não deve investir num CDB com vencimento para dois anos. Caso contrário você vai perder dinheiro.

  • Taxas

É muito importante também saber todas as taxas e tributos que podem ser cobrados ao escolher a aplicação financeira. Lembrando que as corretoras têm liberdade para impor suas próprias tarifas.

Neste caso, você pode escolher desde corretoras que não cobram taxa alguma até aquelas com valores exorbitantes. Então, pesquise bem antes de escolher a corretora.

Já os tributos, são basicamente dois: Imposto de Renda e IOF e a taxa é padronizada, então independentemente da corretora, o valor cobrado é o mesmo.

  • Riscos

O investidor precisa ainda ficar atento aos riscos que ele corre como os riscos de mercado. Em outras palavras fatores como alteração na taxa de juros, variação cambial, inflação podem influenciar diretamente o desempenho da aplicação financeira.

Além disso, outro risco que o investidor está sujeito é o de inadimplência da empresa emissora do título. Então, a dica aqui é priorizar ativos que tenham a garantia do fundo garantidor de crédito – FGC.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

Você já fez seu teste de perfil? Descubra qual seu perfil de investidor! Teste de Perfil

Se considera um investidor conservador? Então você está em risco de extinção!

O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

Italian Trulli

A nova equipe econômica está incentivando novos investimentos no país, e com isso já não é mais possível ganhar dinheiro confortavelmente na poupança e em CDBs comuns. Por isso, estamos declarando a Extinção do Investidor Conservador.

Se você faz parte dessa espécie de investidor que está em risco de extinção, confirme seus dados no formulário abaixo e fale com nossa equipe. Vamos te ajudar, sem dor e sem custo.