TIM (TIMP3) deve ficar com a maior fatia da Oi (OIBR3) e a Vivo (VIVT3) com restante

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Hippopx

A operadora TIM (TIMP3) deve ficar com a maior parte da Oi (OIBR3) no negócio feito em conjunto com a Telefônica (VIVT3), para evitar que a Telefônica, líder absoluta de mercado, se distancie ainda mais dos outros competidores do setor e que Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) barre a operação, conforme informou o Broadcast do Estadão.

As companhias ainda não chegaram em um consenso sobre a divisão dos ativos da Oi, mas segundo especulações cerca de 60% a 70% ficariam com a TIM.

Para definir o quanto cada uma das operadoras ficará de ativos da Oi, será necessário calcular a quantidade de frequência, uma espécie de “rodovia no ar” de cada companhia. Quanto maior a frequência que cada operadora detém, melhor a qualidade do serviço. No entanto, Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a quantidade de “rodovias” que cada tele pode ter em cada região do Brasil.

Sendo assim, a TIM e a Telefônica estão compartilhando informações para definirem suas frações ideais na Oi. Além disso, são considerados a carteira de clientes das operadoras, segundo reportagem do Broadcast do jornal Estadão.

Proposta

As operadoras de telefonia TIM e Telefonica S/A, dona da marca Vivo, fizeram uma proposta para compra conjunta do serviço de telefonia móvel da concorrente Oi, que está em recuperação judicial.

A proposta, encaminhado ao assessor financeiro da Oi, o Bank of America Merrill Lynch (BofA), prevê a compra total ou parcial do negócio, que seria dividido entre as duas empresas.

Segundo fato relevante divulgado pela Oi na noite desta terça-feira (10), informa que há um processo de consulta ao mercado aberto, visando “busca de oportunidades pertinentes aos seus ativos móveis”. Mas ressaltou que não existe compromisso para a efetivação do negócio de nenhuma das partes nem foi firmado nenhum instrumento de negociação. E que a proposta será avaliada pela companhia.