TIM (TIMS3) registra alta de 13% no lucro líquido do 4TRI20

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: TIM/Divulgação

A TIM (TIMS3) teve alta de 13% no lucro líquido do quarto trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019. O indicador passou de R$ 918 milhões (4TRI19) para R$ 1,038 bilhão (4TRI20).

No comparativo com o trimestre anterior a alta foi de 166,2% no quarto trimestre de 2020.

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Já no comparativo anual, o lucro líquido caiu de R$ 1,906 bilhão (2019) para R$ 1,871 bilhão. Ou seja, queda de 1,8%.

Resultado 4TRI20 da TIM (TIMS3)

Ebitda da TIM tem alta de 3% no 4TRI20

O Ebtida da TIM teve alta de 3% no 4TRI20 em relação ao mesmo período de 2019. Passou de R$ 2,311 bilhões para R$ 2,380 bilhões.

As principais alavancas para este desempenho foram, segundo a empresa, a retomada do crescimento da Receita de Serviços Móveis, a manutenção de sólido crescimento da Receita de Serviços Fixos, refletindo a expansão da TIM Live e aprofundamento de iniciativas estruturais para controle de custos/despesas.

Já no comparativo anual, o Ebitda subiu 3,2%. O indicador ficou em R$ 8,372 bilhões em 2020 ante R$ 8,114 bilhões em 2019.

A margem Ebitda foi de 50,9% no 4TRI20. Ou seja, aumento de 0,5 p.p. em relação ao 4TRI19. A margem Ebitda cresceu 1,8 p.p. entre 2019 e 2020.

Receita cresce no trimestre, mas cai no comparativo anual

A receita líquida da TIM cresceu no comparativo entre trimestres, mas caiu na comparação anual.

A receita foi de R$ 4,678 bilhões no 4TRI20, 2% maior que os R$ 4,587 bilhões no 4TRI19.

Já na base anual, a receita da TIM ficou em R$ 17,268 bilhões em 2020 ante R$ 17,377 bilhões em 2019. Assim, houve queda de -0,6%.

A receita líquida de serviços cresceu 1,9% a/a no 4T20, confirmando a trajetória de expansão após os impactos da pandemia da Covid-19, que perduraram de forma mais intensa ao longo do 2T20.

A Receita do Serviço Móvel (RSM) somou R$ 4,164 bilhões no 4T20, registrando um crescimento de 1,5% comparado com o mesmo trimestre de 2019.

A receita do segmento pré-pago caiu 4,9% a/a, encerrando 2020 em queda de 5,3% versus 2019.

A receita com clientes pós-pagos teve uma alta de 3,6% a/a no trimestre, encerrando 2020 em alta de 1,9% em relação a 2019.

A receita do serviço fixo somou R$ 277 milhões neste trimestre, um aumento de 8,0% quando comparada ao 4T19.

Já a receita líquida de produtos seguiu uma trajetória de recuperação, registrando aumento de 3,6% a/a no 4T20, refletindo uma política comercial mais assertiva, além da boa receptividade das ofertas de Black Friday e Natal.

Capex tem alta de 9,7%

O Capex da TIM totalizou R$ 1,464 bilhão no 4T20. Ou seja, crescimento de 9,7% comparado ao 4T19.

A alta é explicada, principalmente, pela retomada dos investimentos após dois trimestres impactados pela reavaliação de projetos que estavam inicialmente planejados.

“Após o início do isolamento social, observamos uma mudança no perfil de uso da nossa rede móvel, com isso o Capex na rede móvel foi reavaliado, enquanto os investimentos em fibra ótica permaneceram mantidos devido à alta da demanda por banda-larga”, explica a TIM.

Os investimentos continuam sendo destinados à infraestrutura (93%do total), principalmente a projetos de TI, tecnologia 4G através do 700MHZ, rede de transporte e expansão do FTTH (que recebeu aproximadamente 11% do total dos investimentos realizados no 4T20).

No acumulado do ano, o Capex foi de R$ 3,891 bilhões. Houve crescimento de 1,0% a/a em relação a 2019. Deste valor, 13% foram destinados a TIM Live (vs. 10% em 2019).

Dívida da TIM cresce

Por fim, a dívida bruta do 4T20 ficou em R$ 10,257 bilhões. Assim, houve crescimento de R$ 646 milhões a/a.

O saldo atual inclui o reconhecimento de leasing no valor total de R$ 8,217 bilhões (relacionado à venda de torres, projeto LT Amazonas e contratos de arrendamento com prazos superiores a 12 meses, conforme estabelecido pelo IFRS 16), dívida bancária no montante de R$ 2,345 bilhões e a posição de derivativos de hedge no valor de R$ 304 milhões (reduzindo a dívida bruta).