TikTok nos EUA: Trump avisa que “vai examinar” acordo com Oracle

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Donald Trump deu prazo até esta terça, dia 15, para as empresas norte-americanas interessadas no app TikTok entrarem em acordo com a ByteDance.

Após tomar ciência de que a Oracle Corp estava “muito perto” de fechar um acordo com os chineses donos do popular aplicativo, o presidente dos EUA se pronunciou:

“Ouvi dizer que eles estão muito perto de um acordo”, sintetizou, prometendo “examinar de perto” a proposta enviada ao Tesouro dos Estados Unidos, que precisa aprovar o tema.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

TikTok e Oracle serão “parceiros tecnológicos”

Segundo as agências de notícias, o acordo entre TikTok e Oracle fará com que as empresas formem uma “parceria tecnológica”.

A intenção é que o popular app, que conta com mais de 800 milhões de usuários ao redor do mundo, não seja banido dos EUA, como queria o presidente Donald Trump.

Principal preocupação do governo norte-americano, a segurança dos dados da população local aparentemente estará em boas mãos com a parceria.

O motivo é que a Oracle é justamente uma empresa voltada ao mercado corporativo, que oferece soluções de plataformas na nuvem e tem no gerenciamento de bancos de dados uma de suas principais especialidades.

Parceria com a Oracle

Não está claro se a parceria do TikTok com a Oracle permitiria que o aplicativo evitasse a proibição.

Muita gente nos Estados Unidos vê a ordem executiva de banimento do aplicativo como mero espasmo político de Trump.

A TikTok processou o governo Trump por achar a ordem executiva “fortemente politizada”.

Entretanto, há exemplos no passado que podem dar uma ideia de como pode ser o acordo.

Quando o conglomerado de tecnologia japonês SoftBank adquiriu uma participação de 78% na Sprint, em 2013, as duas empresas concordaram com várias condições para tratar de questões de segurança nacional.

Um novo membro do conselho da Sprint foi nomeado para supervisionar o cumprimento da questão “segurança nacional”.

Mesmo que se chegue a um consenso sobre como essa parceria deve ser estruturada, o acordo ainda será incrivelmente complicado.

Essa é a visão de Harry Broadman, sócio do Berkeley Research Group e ex-membro do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos, o órgão governamental que analisa certos negócios que poderiam dar a um investidor estrangeiro o controle de uma empresa nos Estados Unidos.

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