Valor de mercado da TikTok sobe para R$ 100 bi, estima Financial Times

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Kom Karampelas / Unsplash

O confinamento provocado pela pandemia do novo coronavírus, o Covid-19, teve consequências positivas para a rede social TikTok, controlada pela ByteDance. A audiência, o número de usuários e, na esteira, o faturamento da empresa cresceram desde janeiro para cá. O Financial Times calculou o valor de mercado da companhia em US$ 100 bilhões.

A ByteDance é uma empresa chinesa de tecnologia, visando várias plataformas de conteúdo habilitadas para aprendizado. A sede é em Pequim e foi fundada por Zhang Yiming, em 2012.

A companhia foi criadora também do Kluxun, o aplicativo dominante na China sobre viagens e hotéis, que depois foi adquirido pelo TripAdvisor. O aplicativo de aluguéis de imóveis, 99fang também é da empresa.

SoftBank injeta dinheiro

A multinacional de telecomunicações japonesa SoftBank injetou em 2008 US$ 25 bilhões na empresa, que passou logo a valer US$ 75 bilhões. A valorização atual de 33% é um feito, ainda mais no cenário sombrio que o mundo atravessa.

Segundo informa o site Infomoney, “após passar os últimos anos investindo pesado em startups através do Vision Fund, fundo de investimentos em empresas de tecnologia de US$ 100 bilhões, o fundador e CEO do SoftBank, Masayoshi Son, prevê que 15 das empresas apoiadas pelo conglomerado irão à falência”.

A ByteDance e seu TikTok não estão entre elas.

TikTok

Na China, o aplicativo é chamado de Douyin. É um sucesso lá e já se tornou um sucesso no resto do mundo, inclusive no Brasil. São 1 bilhão de usuários ativos todo mês.

O Douyin é o principal aplicativo da China para vídeos para celular em formato curto. Possui ferramentas fáceis de usar para criação de vídeos divertidos, e rapidamente se tornou um aplicativo altamente popular em todo o país.

“Nossa missão é inspirar criatividade e trazer alegria”, diz a empresa, sobre o produto. A TikTok possui escritórios em todo o mundo, incluindo Los Angeles, Nova York, Londres, Paris, Berlim, Dubai, Mumbai, Cingapura, Jacarta, Seul e Tóquio.

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Está em cerca de 150 países e 75 idiomas.

Ao portal UOL, Rodrigo Barbosa, community manager da plataforma no país, disse: “estamos super empolgados com as oportunidades potenciais que temos pela frente no Brasil para 2020. Atualmente, estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos criadores e parceiros para criar uma comunidade divertida, positiva e abrangente, proporcionando aos nossos usuários a melhor experiência de aplicativo”.

“Nossas equipes têm focado no constante lançamento de novos recursos, sempre divertidos e emocionantes, que refletem as necessidades dos usuários. Além disso, a ideia é fornecer ferramentas para que os usuários criem conteúdo melhor e de alta qualidade”, completou.

Outras redes

Os números das redes sociais são extremamento dinâmicos. Mas estudo do grupo inglês TFG mostra que 2,5 bilhões de pessoas estão ativas mensalmente no Facebook. Na sequência, vem o YouTube, com 2 bilhões de usuários ativos.

O Instagram tem pouco mais de 1 bilhão de usuários ativos mensais, batendo o TikTok, que vem crescendo a passos largos. O Instagram tem, entretanto 500 milhões de pessoas utilizando a plataforma por dia.

O Linkedin tem pouco mais de 600 milhões de usuários mensais e o Twitter, 340 milhões.

Segundo o Estadão, “os downloads também aumentaram progressivamente: entre setembro de 2019 e março de 2020, o app do TikTok para Android (sistema operacional usado por 9 entre 10 celulares do País) teve uma alta de mais de 700%, com pico justamente em março. Se ainda é difícil saber como será o mundo após o coronavírus, especialistas ouvidos pelo Estado concordam em uma coisa: se já era grande antes da pandemia, o TikTok provavelmente sairá dela ainda maior”.

“O Facebook até já lançou uma cópia do TikTok, o Lasso, no mercado mexicano, mas que ainda não decolou. Já o YouTube, que também luta pelo coração dos influenciadores, pode lançar até o final do ano um rival para o chinês, cujo nome de projeto até aqui é Shorts (‘curtas’, em tradução literal)”, diz a matéria do jornal paulista.

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