The Economist diz Brasil deve tirar Bolsonaro em 2022 para sair da crise

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
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A revista The Economist traz nesta semana uma edição especial sobre o Brasil com uma série de críticas ao governo Bolsonaro. A capa da revista traz a imagem do Cristo Redentor usando uma máscara de oxigênio.

No artigo, a revista diz que o futuro do Pais depende das eleições de 2022, e que a prioridade mais urgente do Brasil é se livrar do presidente Jair Bolsonaro.

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A publicação descreve Bolsonaro como um homem que quer destruir as instituições, não reformá-las, esmagou todas as tentativas de uma exploração sustentável da Amazônia e revelou serem falsos todos os votos favoráveis à renovação política.

De acordo com o The Economist, os políticos precisam enfrentar as reformas econômicas atrasadas. Os tribunais devem reprimir a corrupção. E empresários, ONGs e brasileiros comuns devem protestar em favor da Amazônia e da constituição.

A revista diz que o Brasil já enfrentava uma “década de desastres” antes mesmo da chega de Bolsonaro ao poder, mas que agora o país está retrocedendo.

“Antes da pandemia, o Brasil sofria de uma década de problemas políticos e econômicos. Com Bolsonaro como médico, o Brasil agora está em coma.”

A Economist explica que Bolsonaro não deu um golpe de Estado — como alguns temiam que pudesse acontecer —, entretanto possui instintos autoritários que sabotaram as instituições democráticas brasileiras, com suas constantes agressões.

Outras edições

A revista já trouxe edições especiais do Brasil no passado. Em 2009, o Cristo estava decolando como um foguete, em artigo chamado, O Brasil decola.

Em 2013, a foto era parecida, mas o cristo era um foguete descontrolado, voando sem direção. A reportagem “O Brasil explodiu?” descrevia os problemas econômicos do País, quando o crescimento estava em xeque e a inflação, em alta.

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Já em 2016, a revista colocava o Cristo Redentor pedido socorro. Em editorial, a revista diz que a presidente Dilma Rousseff tem responsabilidade sobre o fracasso econômico, mas que os que trabalham para tirá-la do cargo “são, em muitos aspectos, piores”. “No curto prazo, o impeachment não vai resolver isso”. Assim, a revista defendia novas eleições gerais.

No ano retrasado, a capa trouxe a ilustração de uma floresta de tocos de árvores e teve foco na expectativa de aumento do desmatamento sob a gestão do então recém-empossado presidente.