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Tesouro revisa plano anual e prevê aumento menor na dívida pública

Tesouro revisa plano anual e prevê aumento menor na dívida pública

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta quarta (26) a nova projeção da Dívida Pública Federal (DPF) deverá encerrar 2021 entre R$ 5,5 e R$ 5,8 tri.

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta quarta-feira (26) a nova projeção da Dívida Pública Federal (DPF) deverá encerrar 2021 entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões. De acordo com os dados, ela pode crescer para até R$ 5,8 trilhões ao final de 2021.

Os R$ 5,8 trilhões representam o teto. Ou seja, o valor máximo que a dívida pode alcançar até o fim deste ano. Além disso, a nova projeção é menor ao do que foi divulgado em janeiro, de R$ 5,9 trilhões.

Conforme os dados, o piso da dívida pública federal também teve a projeção alterada, indo para R$ 5,5 trilhões. Este é o valor mínimo que a dívida deve atingir ao final do ano. Em janeiro, o Tesouro Nacional calculava o piso em R$ 5,6 trilhões. As projeções foram alteradas pelo Tesouro Nacional no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2021.

Em nota, o Tesouro Nacional informou que, desde a apresentação da versão original do PAF, as condições de mercado melhoraram, permitindo que o governo emitisse mais títulos corrigidos pela Selic e pela inflação, com prazos maiores.

Por outro lado, de janeiro para cá ocorreu a aprovação da PEC Emergencial. Isso permitiu a desvinculação de R$ 140 bilhões que estavam parados em fundos federais para o colchão da dívida pública. 

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Ao mesmo tempo, ocorreu a devolução antecipada de recursos de bancos públicos ao Tesouro. O BNDES devolveu R$ 38 bilhões e anunciou a devolução de mais R$ 62 bilhões. A Caixa Econômica Federal anunciou a devolução de R$ 7 bilhões até o fim deste ano.

Composição

O Tesouro também mudou as estimativas para a composição da dívida pública. Um dos principais fatores foi o aumento da taxa Selic, que começou 2021 em 2% ao ano e agora está em 3,5%.

Em conjunto, há a alta da inflação nos últimos meses. Isso aumentou a demanda pelos papéis vinculados à Selic e à inflação.

A estimativa para a parcela da DPF vinculada à Selic, que estava entre 28% e 32%, passou para uma faixa entre 33% e 37%. A fatia vinculada a títulos corrigidos pela inflação, que estava entre 24% e 28%, subiu para um intervalo entre 26% e 30%. A parcela da dívida pública (interna e externa) corrigida pelo câmbio foi mantida entre 3% e 7%.

Entretanto, a estimativa para a participação dos títulos pré-fixados, que estava entre 38% e 42% no PAF apresentado em janeiro, caiu para 31% e 35%. Os papéis pré-fixados têm os juros definidos no momento da emissão. Então, por não variarem ao longo do tempo, dão mais previsibilidade para o Tesouro administrar a dívida pública.

Em janeiro, o Tesouro tinha aumentado a estimativa para os títulos pré-fixados para acomodar o interesse dos investidores que não estavam mais interessados em comprar papéis corrigidos pela Selic, que tinha iniciado o ano no menor nível da história. Com os recentes aumentos nos juros básicos da economia, a demanda por papéis vinculados à Selic aumentou.

Prazos

A nova versão do PAF também aumentou a estimativa de prazo médio da dívida pública. Ou seja, o tempo médio em que a dívida leva para ser completamente renovada. O indicador deverá encerrar 2021 entre 3,4 anos e 3,8 anos, contra previsão anterior de 3,2 anos a 3,6 anos.

O percentual de títulos que vencem em 12 meses, que mede a participação de papéis de curto prazo no total da dívida pública também caiu. Atualmente, está em um intervalo entre 22% e 27%. Conforme o Tesouro, a diminuição do risco de mercado tem permitido a emissão de títulos com prazos maiores, o que é mais desejável para o governo.

*Com Agência Brasil