Tesouro Nacional: gastos do governo cresceram 70% no 1º semestre

Paulo Amaral
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Crédito: Tesouro e BC mudam leilão de títulos

A pandemia de coronavírus fez disparar os custos totais do Governo Federal no 1º semestre, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta terça.

De acordo com o órgão, a soma no período alcançou R$ 1,73 trilhão, o que representa um aumento de 70% em relação aos gastos registrados no mesmo período do ano passado.

Auxílio emergencial e equipamentos puxaram gastos, segundo Tesouro

O Tesouro Nacional apontou como principais causadores da explosão de gastos dois pontos diretamente relacionados com a pandemia do novo coronavírus.

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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O primeiro deles foi o pagamento do auxílio emergencial, que fez o item gatos financeiros aumentar 70% nos primeiros seis meses de 2020.

O segundo, como pontuou o relatório do órgão, foi a compra de equipamentos para enfrentar a pandemia.

Esse item, isoladamente, elevou os custos de funcionamento do Ministério da Saúde em 55%, passando de R$ 8,22 bilhões para R$ 12,73 bilhões.

As principais compras do Ministério da Saúde ficaram focadas em materiais farmacológicos, materiais reagentes para diagnóstico clínico e materiais de assepsia e equipamentos de proteção individual (EPIs, como luvas, máscaras, etc).

Ministério da Saúde pesou no orçamento

Pelas contas do Tesouro Nacional, sem a necessidade de abastecer o orçamento do Ministério da Saúde, os custos totais do Governo Federal teriam caído 6% no primeiro semestre de 2020 na comparação com o ano anterior.

Essa redução, no entanto, também tem ligação direta com a pandemia, já que a adoção de servidores públicos aos serviços remotos fez cair em 42% os gastos com diárias e passagens, em 41% as despesas de copa e cozinha, em 17% as de telefonia e de 11% as de água, esgoto, energia elétrica e gás.

Segundo o Tesouro, os demais poderes também registraram redução de custos por causa do sistema home office.

As informações apontam que o funcionamento do Poder Legislativo ficou 4% mais barata no período. No Poder Judiciário, a baixa foi de 11% e, no Ministério Público Federal, de 14%.

Mão de obra quase não subiu

O boletim divulgado pelo Tesouro Nacional apontou que as despesas com mão de obra nos Três Poderes e no Ministério Público subiram apenas 1% nos seis primeiros meses de 2020.

Essa foi a primeira vez em que o Tesouro divulgou o Boletim Foco em Custos. Segundo o órgão, o documento tem o objetivo de medir tanto o consumo de recursos pelo setor público como a prestação de bens e de serviços à sociedade.

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