Tesouro diz que socorro da União aos Estados foi de R$ 76,9 bi na pandemia

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Marcello Casalo Jr/Agência Brasil

Os Estados receberam um total de R$ 76,9 bilhões da União em recursos para ajudar no combate à pandemia do novo coronavírus, segundo dados do Tesouro Nacional.

O órgão divulgou nesta terça-feira (2) os valores que incluem transferências diretas ao caixa dos governadores (R$ 37 bilhões), bem como a recomposição do Fundo de Participação dos Estados (R$ 7,4 bilhões) e a suspensão temporária de dívidas com o governo federal (R$ 32,5 bilhões).

Pela ordem, São Paulo (R$ 20 bi), Rio Grande do Sul (R$ 8,4 bi), Minas Gerais (R$ 7,9 bi) e Rio de Janeiro (R$ 7,8 bi) foram os que mais receberam verbas do Tesouro para serem direcionadas à Saúde.

Abra agora sua conta na EQI Investimentos e tenha acesso a opções de investimentos de acordo com seu perfil. Invista em suas Escolhas

A divulgação por parte do Tesouro Nacional dá sequência a uma série de tweets do presidente da República, Jair Bolsonaro. No domingo, ele afirmou que “seu governo está cumprindo o papel no combate”, postando a lista com repasses da União para cada estado.

Segundo Bolsonaro, os valores totais dos repasses chegaram a R$ 1,1 trilhão. Eles, no entanto, incluem todas as transferências feitas a estados e municípios no ano passado.

Tesouro Nacional vê ajuda “suficiente”

Apesar da diferença entre os valores divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo presidente da República, o órgão alegou que a ajuda da União foi “mais que suficiente” para conter o impacto da pandemia nos cofres regionais.

Os Estados e os municípios fecharam 2020 com quase o dobro de dinheiro em caixa em relação ao ano anterior, no período pré-pandemia, com o saldo pulando de R$ 42,7 bilhões em 2019 p ara R$ 82,8 bilhões no fim do ano passado.

As contas do Tesouro Nacional também levaram em consideração as transferências aos Estados e a suspensão de dívidas com o governo federal.

A arrecadação dos Estados foi puxada pelo pagamento do auxílio emergencial, que acabou se traduzindo em consumo e, portanto, em recolhimento de impostos.

Segundo dados do Tesouro, a arrecadação apenas com ICMS e IPVA foi 2,14% superior a 2019, enquanto a despesa  encolheu 4,3% no mesmo período.

Os números positivos fizeram com que Estados e municípios registrassem recorde em termos de resultado primário, com superávit de R$ 38,748 bilhões em 2020. A União, por sua vez, registrou baixa recorde de R$ 702,9 bilhões em 2020.