Tesouro: dívida pública sobe para R$ 4,25 tri e avança 2,17% em maio

Paulo Amaral
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Crédito: Pixabay

A dívida pública federal avançou 2,17% em maio na comparação com abril e atingiu R$ 4,25 trilhões, revelou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (24).

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De acordo com o órgão, o valor de abril, que era de R$ 4,16 trilhões, aumentou porque a emissão de títulos públicos, maior dos últimos 25 meses, superou os resgates.

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A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou que a emissão total de títulos públicos no mês de maio chegou a R$ 86,651 bilhões, o maior desde abril de 2018, quando o montante havia alcançado R$ 92,152 bilhões.

Os resgates em maio também ficaram abaixo do esperado, somando R$ 13,07 bilhões, enquanto as despesas com juros chegaram a R$ 16,53 bilhões a ajudaram a elevar o valor da dívida pública.

Tesouro justifica aumento da dívida

A elevação da dívida pública está diretamente ligada à melhora do mercado, que favorece a emissão de títulos por parte do Tesouro, e à subida da bolsa, que teve alta de 8,5% em maio, o melhor para o mês desde 2009.

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“Na segunda quinzena do mês, os mercados responderam positivamente às notícias de pesquisas em fase avançada para produção de vacina contra Covid-19 e, apesar da volatilidade no período, as bolsas encerraram o mês em alta”, diz parte do comunicado.

Segundo o relatório, os mercados ainda atuam de forma volátil por alguns fatores externos, como “expectativa da flexibilização das medidas restritivas em diversos países, recuperação dos preços do petróleo e o retorno das tensões entre Estados Unidos e China”.

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Dívida interna e dívida externa

O relatório do Tesouro Nacional também divulgou os novos índices das dívidas interna e externa do País.

Segundo os dados, a dívida interna cresceu 2,26% em maio e chegou a R$ 4,033 trilhões, enquanto a externa, afetada pela alta do dólar, subiu 0,41% e agora totaliza R$ 218 bilhões.

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Expectativa para junho

Luis Felipe Vital, coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, previu um cenário positivo para junho.

“Alguns dados econômicos já ensaiam algum início de recuperação, o que tem sido visto com otimismo para o mercado. A percepção de risco do Brasil voltou a cair, e o Tesouro voltou a emitir no mercado internacional, captando US$ 3,5 bilhões”, pontuou.

“Temos observado que tanto maio quanto junho mostraram aumento nos volumes emitidos pelo Tesouro, chegando a nível compatíveis a períodos anteriores à pandemia”, completou.

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