Tesouro Direto: resgates superam emissões em R$ 168,5 mi em setembro

Paulo Amaral
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Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Tesouro Direto fechou setembro com os resgates superando as emissões de título pelo 3º mês consecutivo, segundo dados divulgados nesta sexta pelo Ministério da Economia.

De acordo com o órgão, foram realizadas 403.225 operações de investimento em títulos no período, somando R$ 1,86 bilhão.

Os resgates, por sua vez, foram de R$ 2,02 bilhões, resultando em uma retirada líquida de R$ 168,48 milhões entre os dias 1 e 30 do mês.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões do mercado de Investimentos.

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O Ministério informou ainda que as aplicações de até R$ 1 mil representaram 67,42% das operações de investimento no mês, e que o valor médio por operação foi de R$ 4.602,00.

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Os preferidos do Tesouro Direto

As informações divulgadas nesta sexta apontaram que os títulos mais demandados pelos investidores foram os indexados à taxa Selic (Tesouro Selic), que somaram R$ 740,66 milhões, representando 39,91% das vendas.

Na sequência vieram os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), que totalizaram, em vendas, R$ 656,95 milhões e corresponderam a 35,40% do total.

Os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) atingiram R$ 458,03 milhões em vendas, ou 24,68% do total.

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Taxa Selic também predomina nas recompras

Os resgates antecipados, também conhecidos como recompras, também tiveram como preferidos os títulos indexados à taxa Selic.

Esta modalidade somou R$ 1,22 bilhão e totalizou 60,42%.

Na sequência vieram os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais), que alcançaram R$ 514,25 milhões (25,41%), e os prefixados, que somaram R$ 286,79 milhões (14,17%).

Em relação aos prazos, a preferência nas vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre um e cinco anos, que alcançaram 45,58% do total.

As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 26,67%, enquanto os títulos com vencimento de 5 a 10 anos corresponderam a 27,75% do total.

Estoque sobe 0,41%

O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 61,49 bilhões no mês de setembro, ante R$ 61,24 bi do período anterior, configurando uma alta de 0,41%.

De acordo com o Ministério da Economia, os títulos remunerados por índices de preços seguem como os mais representativos do estoque, somando R$ 29,99 bilhões, ou 48,78% do total.

Logo depois aparecem os títulos indexados à taxa Selic, totalizando R$ 19,44 bilhões (31,63%), e os títulos prefixados: R$ 12,05 bilhões, com 19,60% do total.

Investidores ativos também crescem

O total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, atingiu a marca de 1.359.609 pessoas em setembro.

De acordo com o relatório do Ministério da Economia, houve aumento de 14.954 investidores no mês.

Já o número de investidores cadastrados no programa atingiu a marca de 8.386.216 pessoas.

Facilidade atrai jovens para o Tesouro

A facilidade para começar a investir no Tesouro Direto é uma das justificativas para esse aumento de interessados na aplicação.

O público jovem, entre 16 e 25 anos, somou 30,6% dos novos investidores na aplicação no mês de setembro.

Pessoas entre 26 e 35 anos tiveram ainda mais interesse pelo investimento no período, sendo responsáveis por 33,7% dos 14.954 novos membros do Tesouro Direto.

A única taxa obrigatória é a de custódia, que é de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos.

Além disso, desde julho, de acordo com determinação da secretaria do Tesouro Nacional e da bolsa de Valores brasileira (B3), essa taxa de manutenção de investimentos foi reduzida a zero, mas apenas para quem tem estoque de até R$ 10 mil no Tesouro Selic.

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