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Tesouro Direto: Quais os tipos e qual escolher

Conheça quais são os tipos de Tesouro Direto e como escolher um título mais adequado às suas necessidades e projeções.

Tesouro Direto: Quais os tipos e qual escolher
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O Tesouro Direto é um programa criado em 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a BM&F Bovespa (atual B3) que permite a venda de títulos públicos federais a pessoas físicas por meio da internet. O principal objetivo é o de democratizar o acesso da população aos títulos públicos, antes acessíveis somente por meio de fundos de renda fixa que, na época, cobravam dos investidores altas taxas de administração.

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By Elegant01

Hoje, o Tesouro Direto é considerado uma das mais importantes opções de investimento do Brasil, isso porque conta com uma rentabilidade atrativa, liquidez e um baixo nível de risco. Neste artigo você irá conhecer quais os tipos de Tesouro Direto e qual escolher.

Confira!

Quais são os tipos de Tesouro Direto

Existem três tipos de Tesouro Direto mais populares entre as pessoas físicas, são eles:

  • Prefixados;
  • Pós-fixados indexados ao IPCA e,
  • Pós-fixados indexados à taxa Selic.

Recentemente, o Tesouro Nacional promoveu uma mudança nas nomenclaturas dos títulos públicos, isso com o intuito de melhorar a comunicação com os investidores. Agora, é possível identificar as principais características de um título diretamente por meio de seu nome.


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Vale lembrar que as novas nomenclaturas continuam vinculadas aos nomes antigos e resumem os principais atributos dos títulos, que são: tipo de rentabilidade, fluxo de remuneração e data de vencimento.

Confira na tabela abaixo as novas nomenclaturas adotadas pelo Tesouro Nacional:

Título

VencimentoFluxo de Remuneração

Rendimento

Antes

Depois

Tipo de Rentabilidade: Prefixados

LTN 010118Tesouro Prefixado 2018 (LTN)01/01/2018Somente no vencimentoTaxa contratada
LTN 010121Tesouro Prefixado 2021 (LTN)01/01/2021Somente no vencimentoTaxa contratada
NTNF 010125Tesouro Prefixado 2025 com Juros Semestrais (NTN-F)01/01/2025Semestral no vencimentoTaxa contratada

Tipo de Rentabilidade: Pós-fixados Indexados ao IPCA

NTNB Principal 150519Tesouro IPCA+ 2019 (NTN-B Principal)15/05/2019Somente no vencimentoIPCA + Taxa Contratada
NTNB Principal 150824Tesouro IPCA+ 2024 (NTN-B Principal)15/08/2024Somente no vencimentoIPCA + Taxa Contratada
NTNB Principal 150535Tesouro IPCA+ 2035 (NTN-B Principal)15/05/2035Somente no vencimentoIPCA + Taxa Contratada
NTNB 150820Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2020 (NTN-B)15/08/2020Semestral e no vencimentoIPCA + Taxa Contratada
NTNB 150535Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 (NTN-B)15/05/2035Semestral e no vencimentoIPCA + Taxa Contratada
NTNB 150850Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTN-B)15/08/2050Semestral e no vencimentoIPCA + Taxa Contratada

Tipo de Rentabilidade: Pós-fixados Indexados à Taxa Selic

LFT 070321Tesouro Selic 2021 (LFT)07/03/2021Somente no vencimentoSelic + Taxa Contratada

*As datas de vencimento constantes na tabela acima podem variar de acordo com a decisão do Tesouro Nacional.

A principal vantagem dessa mudança para o investidor é não mais precisar decorar essa verdadeira “sopa de letrinhas” que formava os nomes dos títulos.

Abaixo, uma breve explicação sobre cada um dos tipos de Tesouro Direto.

Tesouro Prefixado (LTN)

Esse título conta com uma taxa que já predefinida no momento da compra. Dessa forma, se você optar por investir no Tesouro Prefixado já saberá imediatamente qual será a taxa de juros a ser paga pelo Tesouro Nacional ao término da aplicação.

Uma estratégia muito utilizada por especialistas nesse tipo de investimento é a compra dos títulos nos momentos em que a taxa de juros do país esta alta, mas com tendências de recuo. Isso faz com que o investidor “trave” a sua rentabilidade em um momento em que a taxa básica de juros (Selic) está elevada. Assim, mesmo que posteriormente a Selic acabe caindo, a rentabilidade maior no final do prazo do investimento está garantida!

Tesouro IPCA+ (NTN-B)

Esse título possui a sua rentabilidade vinculada à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é utilizado para medir a inflação oficial do país. Nesse sentido, o investidor não consegue saber exatamente qual será a sua remuneração ao final do período de validade do título, uma vez que o IPCA é um índice que apresenta uma ampla volatilidade ao longo dos meses. Além do IPCA, a remuneração também é acrescida dos juros.

Se você pretende investir nesse tipo de título é importante observar se existe uma expectativa de aumento da inflação. Dessa forma, além de proteger seu patrimônio, você também poderá elevar seu poder aquisitivo.

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By Maciejbledowski

Tesouro Selic (LFT)

Esse título possui rentabilidade diária e é vinculado à taxa Selic, que é a base dos juros do país. Assim como no caso do Tesouro IPCA+, a pessoa que investe no Tesouro Selic não saberá exatamente qual será a sua rentabilidade no vencimento do título, pois dependerá da variação da Selic (quanto mais alta, maior a remuneração e vice-versa).

Especialistas recomendam que esse título seja adquirido caso exista uma expectativa de alta na taxa Selic ou quando ela permanecer em um patamar mais elevado. Contudo, entre as principais vantagens desse título está a possibilidade de resgate do dinheiro a qualquer tempo, sem perdas, o que o faz muito indicado para as pessoas que desejam criar uma reserva de emergência ou mesmo fugir da antiga poupança.

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Vantagens e desvantagens de investir no Tesouro Direto

Assim como qualquer outro tipo de investimento, o Tesouro Direto também conta com as suas vantagens e desvantagens. Entre as principais vantagens podemos destacar a boa rentabilidade, liquidez e a segurança para o investidor. Já entre as principais desvantagens estão a cobrança de taxas e alguns riscos que envolvem esse tipo de investimento.

Quando se analisa a rentabilidade, os títulos do Tesouro Direto levam grande vantagem quando são mantidos até o seu vencimento, isso se comparado a outros tipos de aplicações financeiras de renda fixa disponíveis no mercado. A liquidez dos títulos também é garantida, uma vez que o Tesouro Nacional garante a recompra dos títulos quando for necessário, o que acontecerá em D+1.

Já a segurança se refere ao fato de que os títulos do Tesouro Direto são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional, ou seja, quem garante o pagamento dos investidores é nada menos que o Governo Federal, considerado o melhor “pagador” de todos.

Apesar de poder se enquadrar como uma desvantagem, a cobrança de taxas no Tesouro Direto nem se compara aos valores cobrados em outros investimentos de renda fixa. Recentemente, o Tesouro Nacional reduziu a taxa de custódia dos títulos de 0,30% para 0,25%, o que garante rendimentos maiores ao investidor.

Além da taxa de custódia, instituições financeiras também podem cobrar uma taxa de administração. Vale lembrar que algumas corretoras, como é o caso da XP investimentos, isentam os investidores dessa cobrança, que pode chegar a 0,5% ao ano nos grandes bancos.

O Tesouro Direto se sujeita a dois tipos de riscos: de crédito e de mercado. Contudo, o risco de crédito desse tipo de investimento é considerado muito baixo, visto que o país precisaria “quebrar” para que os rendimentos deixassem de ser pagos pelo governo.

Já o risco de mercado é algo que requer uma certa atenção, pois os títulos públicos possuem uma certa volatilidade (uns mais que os outros), o que faz com que o preço de cada um dos tipos de Tesouro Direto possa oscilar durante o seu período de validade. Dessa forma, se você precisa resgatar o papel antes de sua data de vencimento, então poderá conseguir um valor menor ou maior do que o aplicado inicialmente.

Nesse sentido, podemos citar como exemplo um título do Tesouro IPCA+ (NTN-B), pois o seu valor de face tende a registrar uma queda caso a taxa de juros da economia aumente.

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By Elegant01

Como escolher títulos do Tesouro Direto

A escolha de um título no Tesouro Direto envolve muito o perfil de cada investidor. Os mais conservadores, por exemplo, podem encontrar o seu “porto seguro” no Tesouro Selic, já os que desejam poupar para a aposentadoria encontram melhores condições nos títulos do Tesouro IPCA+ (NTN-B). Contar com o auxílio de uma corretora pode ser importante no momento da escolha, pois pode evitar prejuízos no futuro.

O Tesouro Selic (LFT), por exemplo, paga um rendimento equivalente ao da taxa Selic e por isso é o mais popular entre os investidores de perfil conservador. Além disso, outra vantagem desse papel é que ele pode ser resgatado a qualquer momento, sem perdas para o investidor. Isso o torna uma alternativa bastante atrativa para aqueles que desejam criar uma reserva de emergência e antes utilizavam a poupança – que já foi considerada como o “pior” investimento do Brasil.

Contudo, em momentos em que a Selic esteja em alta, outras opções de investimento de renda fixa podem se tornar mais interessantes que o Tesouro Selic. Esse é o caso, por exemplo, de alguns Fundos DI que possuem taxa de administração de até 0,3% e dos CDBs que paguem mais que 100% do CDI.

Para os que desejam poupar para a aposentadoria, os papéis do Tesouro IPCA+ (NTN-B) são os mais indicados, pois possuem vencimentos muito longos (por exemplo, 2035 e 2050). Dessa forma, o investidor pode escolher um título cuja data de vencimento seja próxima a da expectativa de sua aposentadoria. Além disso, como o rendimento desses títulos possui como base a inflação acrescida de juros, o poder aquisitivo é garantido mesmo com o passar dos anos, visto o ganho real que é obtido.

Já em um cenário em que os juros estiverem em um patamar mais elevado, os títulos do Tesouro Prefixado (LTN) se tornam mais interessantes. Isso acontece porque, nesses momentos, você poderá manter uma taxa de juros mais atraente para o papel durante alguns anos. Contudo, cabe o alerta para uma possível perda de rendimentos no curto prazo caso os juros subam ainda mais. Pensando nisso, o Tesouro Nacional evita emitir novos título do Tesouro Prefixado dotados de um longo prazo de vencimento nos momentos em que a Selic se encontra em um patamar elevado.

Se você planeja viver da renda dos títulos do Tesouro Direto, a melhor opção são os títulos com cupom semestral, pois garantem que a cada mês um montante do valor investido seja depositado na conta do investidor. Se esse não for o caso, o melhor é optar pelos títulos que não possuem cupom, uma vez que não será preciso se dar ao trabalho de reinvestir o valor do cupom semestralmente.

Tesouro Direto é um bom investimento para 2019?

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Assim, em função da segurança, da rentabilidade, da liquidez, da acessibilidade, da facilidade, da flexibilidade, dentre outras vantagens, o Tesouro Direito continuará sendo uma das principais portas de entrada para o seguimento de renda fixa no Brasil.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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